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Senta que lá vem mais história

Leodegária Brazília de Jesus ou Leodegária de Jesus foi o primeiro punho lírico feminino em Goiás

15/11/2023 07h59
Por: Gideone Rosa Fonte: DC Mello
“Na formosa e longínqua região de Goyaz, mais uma estrela cintilante de brilho, acaba de despontar no firmamento da poesia nacional. Leodegária de Jesus, apenas com 15 anos, solta ao mar seu mimoso livrinho Coroa de Lírios.”
“Na formosa e longínqua região de Goyaz, mais uma estrela cintilante de brilho, acaba de despontar no firmamento da poesia nacional. Leodegária de Jesus, apenas com 15 anos, solta ao mar seu mimoso livrinho Coroa de Lírios.”

Uma filha do primeiro deputado eleito em Jataí

Leodegária de Jesus chegou a Jataí em 1889 em companhia de seus pais, ainda com poucos meses de idade. José Antônio de Jesus e Anna Isolina Furtado de Jesus eram seus pais. A família viveu aqui sete anos cercada de muito respeito e admiração e se transferiu para a Capital, onde o marido desempenhava a função de deputado Estadual, o primeiro eleito por Jataí. Leodegária, filha mais nova, aprendeu as primeiras letras com a mãe, professora, e tornou-se renomada poetisa. Foi a primeira a publicar uma obra de poesias no Estado.

As virtudes literárias daquela garota despertaram a atenção nos meios culturais da época, como escreveu o jornal O Brazil, de 07 de abril de 1907, editado na cidade mato-grossense de Corumbá:
“Na formosa e longínqua região de Goyaz, mais uma estrela cintilante de brilho, acaba de despontar no firmamento da poesia nacional. Leodegária de Jesus, apenas com 15 anos, solta ao mar seu mimoso livrinho Coroa de Lírios.”

Assim também escreveu, em uma de suas obras, a poetisa jataiense Darcy França Denófrio:
"Leodegária Brazília de Jesus ou Leodegária de Jesus foi o primeiro punho lírico feminino em Goiás, publicando Coroa de lírios em 1906 e Orquídeas em 1928. Mulher admirável, foi ela pioneira em mais de um sentido: estudou até Latim, numa época em que as mulheres brasileiras morriam analfabetas; foi chefe de família, quando a mulher não cumpria esta função; foi escritora, quando a mulher não escrevia; escreveu livro de poemas entre os 14 e os 15 anos, época em que a mulher aprendia tão somente os ofícios domésticos em prisão domiciliar; publicou-o mal entrando em seus 17 anos, quando os poetas, seus pares, tinham idades para ser seus pais ou até mesmo seus avós; e numa década pródiga em livros, rica para a Literatura Goiana, quando foi dela a única voz que salvou a mulher do total silêncio nas Letras, perdurando o seu solo por quase meio século."

Fonte: DC Mello

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