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O que você precisa saber sobre a doença do beijo

Dr. Ricardo Kores, médico infectologista do HC-UFU responde as principais dúvidas 

11/04/2024 09h05 Atualizada há 3 meses
Por: Gideone Rosa Fonte: [email protected]
Foto: Divulgação digital/Google
Foto: Divulgação digital/Google

No próximo sábado (13 de abril) é celebrado o Dia Nacional do Beijo. Por isso, a Rede da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) convidou o infectologista do Hospital de Clínicas da Universidade Federal de Uberlândia (HC-UFU), Ricardo Calil Kores para responder o que você sempre quis saber, mas nunca teve coragem de perguntar em uma consulta médica.

Dr. Ricardo Kores, médico infectologista do HC-UFU responde as principais dúvidas 

É possível contrair alguma infecção através do beijo? Quais?

Sim. As infecções são transmitidas através da saliva ou contato prolongado com a boca. Dentre elas estão: mononucleose, HPV, herpes, clamídia, gonorreia, sífilis (se tiver lesão), Covid, gripe e resfriado. Vale lembrar que HIV não é transmitido pelo beijo.

Qual é a doença conhecida como doença do beijo?

A mononucleose, que é uma virose causada pelo vírus EBV (Epstein Bar) da família dos vírus Herpes. Ela é comumente conhecida como doença do beijo por ser muito transmissível entre os jovens e principalmente na época do carnaval, mas pode ocorrer em qualquer época do ano.

Quais são os sintomas da mononucleose?

Os sintomas mais frequentes são: febre, dor de garganta forte, mal-estar, dores no corpo, gânglios aumentados (ínguas) no pescoço, manchas pelo corpo, dor abdominal. Podem ser brandos ou bastante intensos. Os sintomas da mononucleose se confundem muito com gripe, Covid, amigdalite bacteriana ou por outros vírus mesmo.

Se estou com suspeita de ter contraído mononucleose, quando devo procurar atendimento médico?

A pessoa deve procurar atendimento médico para realizar o diagnóstico, ou seja, verificar se é mesmo a mononucleose e também se esses sintomas se intensificarem, a dor não melhorar, não conseguir se alimentar e se hidratar.

Como é feito o diagnóstico da mononucleose?

O diagnóstico é feito com exame clínico e exames de sangue. É importante compartilhar com o profissional de saúde todo o histórico e hábitos antes dos sintomas.

Qual o tratamento da mononucleose?

O tratamento é feito com analgésicos, antitérmicos, anti-inflamatórios. Repouso e bastante hidratação. Não é recomendável automedicação. O uso de antibióticos pode até piorar o quadro.

É um tratamento prolongado?

Normalmente é uma infecção que resolve rápido, mas em algumas pessoas pode demorar mais também.

A única forma de contrair a mononucleose é através do beijo?

O contato com gotículas respiratórias da pessoa infectada pode transmitir o vírus. Isso ocorre, por exemplo, através da tosse, do espirro, ou mesmo da fala, entre indivíduos próximos. Compartilhamento de copos, canudos, talheres e demais utensílios de alimentação também são uma forma de transmitir o EBV, apesar de que o vírus permanece viável por curto intervalo de tempo no ambiente.

Ao beijar uma pessoa com mononucleose necessariamente vou ficar doente?

A boa notícia é que a maioria das pessoas é exposta ao vírus da mononucleose ainda na infância, desenvolvendo imunidade permanente. Dessa forma, a maior parte delas já é imune ao vírus.

Existe alguma forma de se expor menos as doenças através do beijo?

Pense sempre nas nossas defesas. Se uma pessoa é mais frágil, com sistema imunológico fraco pode então contrair muito mais fácil uma infecção.

Por isso a importância de ter hábitos de vida saudáveis, bom sono, alimentação, níveis adequados de vitaminas, menos estresse, praticar exercícios físicos, realizar avaliações de rotina, vacinas para outras doenças em dia ajudam a não contrair infecções.

Rede Ebserh
O Hospital de Clínicas da Universidade Federal de Uberlândia (HC-UFU) faz parte da Rede da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Rede Ebserh) desde maio de 2018. Vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a Ebserh foi criada em 2011 e, atualmente, administra 41 hospitais universitários federais, apoiando e impulsionando suas atividades por meio de uma gestão de excelência. Como hospitais vinculados a universidades federais, essas unidades têm características específicas: atendem pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) ao mesmo tempo em que apoiam a formação de profissionais de saúde e o desenvolvimento de pesquisas e inovação.

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