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Geral Safrinha

Custos de insumos, instabilidade climática e a produtividade da safrinha do milho.

O que o produtor ainda pode fazer para garantir os ganhos

09/05/2022 às 10h24 Atualizada em 09/05/2022 às 11h08
Por: Gideone Rosa Fonte: AlfaPress/JN
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A plantação que recebeu aplicação dos condicionadores de solo, no início da plantação, levou vantagem sob a condição de restrição hídrica, conforme explica Josué Fogaça.
A plantação que recebeu aplicação dos condicionadores de solo, no início da plantação, levou vantagem sob a condição de restrição hídrica, conforme explica Josué Fogaça.

Adequação do manejo é a melhor solução, segundo especialista da Fertiláqua.

Desde o início da safrinha de milho deste ano, o produtor tem se preocupado com a produtividade do grão diante de um cenário de incertezas, que deve avançar até 2023. A previsão de indisponibilidade de adubos e produtos fitossanitários, além da instabilidade climática, se confirmaram com a alta dos preços dos insumos e a chegada de muitas chuvas e geadas - especialmente na região Sul do país - e estiagem em outras regiões.

A plantação que recebeu aplicação dos condicionadores de solo, no início da plantação, levou vantagem sob a condição de restrição hídrica, conforme explica Josué Fogaça, Coordenador de Desenvolvimento de Mercado da Fertiláqua. “O produtor que empregou este produto conseguiu estimular a formação de raízes mais profundas do milho e melhorar a qualidade do solo, sua porosidade e capacidade de armazenamento de água. Este manejo estimulou a planta a ser mais tolerante ao estresse hídrico e, assim, terá mais chances de manter a produtividade”.

O excesso de chuvas foi outro agravante que poderá afetar a produtividade da safrinha deste ano. As chuvas torrenciais que caíram em algumas regiões do país trouxeram grandes chances de interferência negativa nos resultado da adubação, pois a condição consegue ´varrer´ do solo insumos como uréia e cloreto de potássio.

                                                               Josué Fogaça (foto), Coordenador de Desenvolvimento de Mercado da Fertiláqua.

Fogaça (foto) destaca que, para amenizar os impactos destas condições apresentadas, e até que haja a colheita deste milho, é aconselhável empregar o uso de produtos foliares como bioestimulantes a base de aminoácidos e extratos vegetais e nitrogênio via folha. “Esta é uma boa alternativa ao produtor, pois os bioestimulantes presentes neste tipo de adubação contém nutrientes e estimuladores fisiológicos com capacidade para suprir as carências da adubação de base afetada pelas chuvas e, também, atenuar os estresses fisiológicos em áreas com estiagem”, explica o especialista.

Devemos lembrar que a adubação foliar complementa a adubação de base que pode ter sido perdida. “É possível aumentar esta contribuição da adubação foliar de forma parcelada - o que depende da absorção da planta e seus estágios. O melhor manejo precisa ser adequado a cada caso, por isso a assessoria de um especialista é bem importante neste momento”, alerta Josué. 

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