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Geral Guerra na Ucrânia

Serviços alemães interceptaram comunicações russas irrefutáveis sobre Bucha (imprensa)

"Os soldados falam de atrocidades como coisas cotidianas"

08/04/2022 às 09h27
Por: Gideone Rosa Fonte: AFP
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Em uma mensagem de rádio citada pela Der Spiegel, um soldado afirma a outro que ele e sua equipe alvejaram uma pessoa em uma bicicleta.
Em uma mensagem de rádio citada pela Der Spiegel, um soldado afirma a outro que ele e sua equipe alvejaram uma pessoa em uma bicicleta.

AFP

Os serviços de inteligência alemães (BND) gravaram comunicações de rádio de soldados russos referindo-se a abusos cometidos em Bucha, um subúrbio do noroeste de Kiev, onde dezenas de corpos foram encontrados, informou o semanário Der Spiegel nesta quinta-feira (7). 

O conteúdo de algumas comunicações corresponde às fotos de cadáveres encontrados em Bucha, que geraram uma onda de indignação e condenação internacional e que vários líderes mundiais descreveram como um "crime de guerra" atribuído aos russos, nesta cidade que foi recuperada pelas forças ucranianas, segundo a mesma fonte.  

Funcionários do BND informaram aos deputados sobre as conversas interceptadas, acrescentou a revista der Spiegel, que afirma que essas gravações contradizem a versão de Moscou de que os corpos de pessoas em trajes civis encontrados em Bucha foram colocados depois que as tropas russas saíram ou chegaram ao local.

Em uma mensagem de rádio citada pela Der Spiegel, um soldado afirma a outro que ele e sua equipe alvejaram uma pessoa em uma bicicleta. 

Uma fotografia mostrando um morto ao lado de sua bicicleta correu o mundo e os jornalistas da AFP viram este corpo sem vida e cerca de vinte homens vestidos como civis mortos em uma das principais ruas de Bucha. 

Em outra mensagem de rádio, um homem afirma: "Primeiro interrogamos os soldados e depois os derrubamos". 

As mensagens também confirmam que mercenários do grupo Wagner presentes na Ucrânia teriam participado de abusos, acrescentou o semanário. 

"Os soldados falam de atrocidades como coisas cotidianas", diz o artigo, que afirma que as execuções não foram realizadas acidentalmente por soldados russos agindo sem ordem.

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