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Internacional Guerra na Ucrânia

Orbán diz que pediu a Putin um cessar-fogo na Ucrânia

"Sugeri ao presidente Putin que ele deveria anunciar um cessar-fogo imediatamente"

07/04/2022 às 08h11
Por: Gideone Rosa Fonte: Reuters
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"Esta é uma guerra que os russos começaram, eles atacaram a Ucrânia, e é uma agressão. Esta é a postura conjunta da União Europeia e a Hungria compartilha dessa postura", disse. / Foto: Reprodução © Reuters/BERNADETT SZABO Premiê da Hungria, Viktor Orbán

BUDAPESTE (Reuters) - O primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, disse nesta quarta-feira que havia acabado de falar longamente por telefone com o presidente russo, Vladimir Putin, e que pediu a ele que anunciasse um cessar-fogo imediato na Ucrânia.

Orbán disse que convidou Putin para conversações na Hungria com os presidentes da Ucrânia e da França e com o chanceler alemão. Ele disse que a resposta de Putin foi "positiva", mas que o líder russo disse que dependeria de algumas condições.

"Sugeri ao presidente Putin que ele deveria anunciar um cessar-fogo imediatamente", disse Orbán em entrevista coletiva, acrescentando que foi Putin quem o telefonou.

Orbán, um nacionalista conservador e um dos poucos líderes europeus a ter boas relações com Putin, disse que as conversações que propôs em Budapeste deveriam se concentrar em um cessar-fogo imediato, já que conversações de paz levariam mais tempo.

"A resposta foi positiva, mas o presidente russo disse que tinha condições. Não posso negociar para satisfazer essas condições -- ele e o presidente ucraniano que deveriam concordar com elas", acrescentou.

Orbán, que ganhou um quarto mandato consecutivo como premê nas eleições de domingo na Hungria, condenou novamente a invasão russa da vizinha Ucrânia, dizendo que se tratava de uma "agressão".

"Esta é uma guerra que os russos começaram, eles atacaram a Ucrânia, e é uma agressão. Esta é a postura conjunta da União Europeia e a Hungria compartilha dessa postura", disse.

Entretanto, Orbán opôs-se a qualquer sanção da União Europeia contra exportações de petróleo e gás da Rússia e ao envio de armas ocidentais através do território húngaro para a Ucrânia.

A Rússia diz ter lançado uma "operação militar especial" na Ucrânia para desmilitarizar e "desnazificar" um país que Putin considera como um Estado ilegítimo. Essa posição é rejeitada pela Ucrânia, uma democracia parlamentar, e pelo Ocidente como pretexto para uma invasão não provocada.

Sob Orbán, a Hungria tem cultivado laços comerciais estreitos com a Rússia de Putin.

(Reportagem de Krisztina Than e Anita Komuves)

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