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Geral Na política

Pessoa humana, Ética cristã e Comunidade política

Como valores milenares ainda orientam o mundo ocidental

05/04/2022 às 09h08 Atualizada em 05/04/2022 às 10h14
Por: Gideone Rosa Fonte: FLE/JN
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Foto: Divulgação/Editorial
Foto: Divulgação/Editorial

Mesmo que a influência da Igreja não seja a mesma do que era a realidade existente da Idade Média, os princípios cristãos continuam a reger a sociedade ocidental. Segundo dados do Portal do Ateísmo, cerca de 16% da população mundial se declarava sem religião em 2012. Apesar das diversas crenças presentes na modernidade, os valores do cristão não podem ser ignorados.

Os debates sobre a religiosidade são necessários para compreender as motivações de um Brasil do século XXI. O tema foi o assunto do #21 episódio do podcast Liberdade em Foco, coordenado pelo presidente da Fundação da Liberdade Econômica (FLE). O conteúdo está disponível no Spotify e no site da FLE.

O historiador, editor e professor de Filosofia Política, Alex Catharino foi o convidado desta edição. Em um debate que buscou nas raízes históricas do Cristianismo o entendimento sobre os princípios das nações hodiernas, eles analisaram a influência do tópico para as estruturas sociais, políticas e econômicas.

“Após as revoluções Francesa e Industrial, tornou-se comum a associação da felicidade conforme o progresso científico e tecnológico fosse alcançado. Como essa percepção se relaciona com as premissas tradicionais?”, indagou Coimbra.

De acordo com o pensamento conservador quanto às instituições, Catharino explicou que deve-se priorizar as reformas no lugar das revoluções. Segundo ele, a sociedade não é como um relógio em que se pode fazer pequenos ajustes ao longo do tempo. As bases sólidas nos valores tradicionais levam a mudanças mais brandas.

Para além do Cristianismo, o historiador acredita “que é preciso seguir os princípios tradicionais para se manter o bem social. São eles que sustentam a crença em uma nação regida pela ética. Esta convicção não depende, necessariamente, de uma religião”, afirmou.

Esta concepção moral não se restringe às individualidades dos cidadãos, mas refletem ainda sobre o entendimento de uma sociedade de direito, da democracia representativa que só podem florescer em nações que respeitem os valores culturais e éticos.

Como reitera Catharino, “na economia de livre mercado a pessoa é o centro das ações sociais e econômicas. A função da política é solucionar os conflitos entre diferentes grupos da mesma forma em que a função do Mercado é permitir que as trocas ocorram com liberdade”, concluiu.

Sobre a FLE

A Fundação da Liberdade Econômica (FLE) é um centro de pensamento, produção de conhecimento e formação de lideranças políticas. É baseada nos pilares da defesa do liberalismo econômico e do conservadorismo como forma de gestão. Criada em 2018, a entidade defende fomentar o crescimento econômico, dando oportunidades a todos. Nesse sentido, investe em programas para a formação acadêmica, como centro de pensamento e desenvolvimento de ideias. Ao mesmo tempo, atua como instituição de treinamento para capacitar brasileiros ao debate e à disputa política.

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