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Retomada pós-pandemia nos EUA é oportunidade para brasileiros emigrarem

Tema foi abordado no evento USA Experience, onde se detalhou os processos para aquisição de visto para residência permanente

27/12/2021 às 09h12
Por: Gideone Rosa Fonte: JN
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Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Por Bartira Betini Nunes

Com o fim das restrições da pandemia de covid-19, a sociedade americana se vê em um empasse: apesar da alta demanda por produtos e serviços e da economia em recuperação, não há mão de obra para as vagas em aberto. Segundo o relatório Jolts do Departamento de Trabalho dos EUA, foram registradas mais de 11 milhões de vagas no final de outubro de 2021. A situação atípica gera oportunidades para profissionais brasileiros, levando suas qualificações e experiências como diferencial no mercado.

O assunto foi discutido no USA Experience, evento gratuito realizado no auditório da Leão Group em São Paulo, focado em instruir brasileiros que desejam viver em solo americano. "O alcance da legislação imigratória está muito amplo porque, com o aquecimento da economia americana nesse momento pós-pandemia, todas as profissões têm sido muito demandas", disse Leonardo Leão, CEO da Leão Group e idealizador do evento. De acordo com o especialista em direito internacional, as áreas de maior destaque têm sido o campo médico, o tecnológico, e as engenharias. "Mas isso não quer dizer que outras profissões também não tenham possibilidade de obter residência permanente", explicou.

O USA Experience realizou uma série de palestras para munir o público de informações sobre a emigração para os EUA de forma legal e segura. Segundo Leonardo Leão, a forma mais acertada de se obter o visto de residência permanente, também conhecido como green card, é apostar na honestidade, uma vez que os sistemas são rigorosos. "Não existe escadinha. Americano é muito pragmático, se você cumpre a lei, ele realiza seu processo. Não existiria toda a legislação se não tivessem interesse em contar com os imigrantes", afirmou.

Possibilidades de visto

Os vistos permanentes para os EUA, são divididos em EB-1, EB-2, EB-2 NIW, EB-3, EB-4 e EB-5. Cada categoria traz diferentes exigências, mas todas esperam que o imigrante comprove interesse e condições de contribuir com alguma demanda da sociedade americana. Para profissionais brasileiros, as categorias EB-2 e EB-2 NIW são as que trazem melhores oportunidades, pois visam justamente suprir carências no mercado de trabalho americano. É o visto que permite ao estrangeiro com uma carreira sólida adquira um trabalho nos EUA e possa viver com sua família no país.

Entretanto, a categoria EB-2 exige que uma empresa americana faça a solicitação do visto por meio de um Labor Certification, provando que não há americanos disponíveis para ocupar a vaga. A categoria EB-2 NIW, por sua vez, dispensa tal exigência. O interessado precisa comprovar que seu trabalho será melhor aproveitado sem que haja perda de tempo com o Labor Certification. A atual situação de vagas em aberto nos EUA é uma porta de entrada para a aquisição de EB-2 NIW.

De acordo com Leonardo Leão, o novo governo Biden tende a facilitar os processos de visto para estrangeiros, algo que era dificultado pela determinação de se priorizar a contratação de americanos pelo governo Trump. "Ele criou empecilhos, então um processo que durava seis meses, hoje leva um ano e meio. O Biden, por adotar uma política mais pró-imigrante, tenta reduzir. Eu acredito que o resultado será bem positivo nos próximos meses", pontuou.

Busca por oportunidades

O analista de planejamento Rodrigo Cavalcanti esteve no evento para se informar sobre a emigração para os EUA. Ele e a esposa têm o desejo de se mudar desde 2015, quando fizeram a primeira viagem para o país. "E aqui no Brasil a situação está muito difícil. Em 2020 fiquei desempregado e pensamos que estava na hora de dar um boom na nossa vida", diz.

O casal planejava tirar um visto temporário como estudante, trabalhar ilegalmente para juntar dinheiro e tentar mudar o status para residente permanente depois. Contudo, no USA Experience, Leonardo Leão informou que a decisão não era a mais acertada, pois envolveria riscos e gastos desnecessários. "Queremos buscar consultoria para ver se a gente consegue se encaixar no visto permanente".

Os debates no USA Experience focaram em evitar que brasileiros cometam equívocos por desinformação. Em palestra sobre aspectos tributários, Emerson Correa pontuou que um dos erros mais cometidos é o brasileiro não saber que tem obrigação fiscal nos dois países - se o brasileiro residente nos EUA e ainda tiver bens e renda no Brasil, é necessário informar à Receita Federal do Brasil e dos EUA. "É um erro comum, muitas vezes por falta de conhecimento. Às vezes a pessoa chega nos EUA e, como tudo é novo, a parte tributária fica de lado, e aí a conta pode ser cara".

O mesmo ocorre quanto à aquisição de um imóvel, segundo Felipe Tolomelli, que palestrou sobre investimento e financiamento imobiliário. "Eu acho que quando a pessoa decide comprar um imóvel a pessoa tem que procurar ter conhecimento. Um imóvel é um investimento alto, então tem que buscar o máximo de informação. Eu sempre aconselho buscar profissionais em diversas áreas, como contabilidade, advocacia. Faça uma lista de perguntas de tudo que você quer saber e vá em busca de contatos", diz.

O USA Experience contou ainda com palestras sobre bolsas de estudo e bolsas esportivas nos EUA, com João Galdão, Pedro Schwartz e Adriano Moraes, investimento brasileiro no exterior, com Vinicius Laureano, e o sistema de saúde americano, com Alexandre Bacci. Questões culturais foram abordadas, como a diferença entre hospital, ou Emergency Room, e os Urgent Care. "Um erro clássico do brasileiro é ir ao Emergency Room (ER) e a conta sair mais cara. O ER que tem uma estrutura mais cara para quem não tem plano de saúde. Então o Urgent Care é o adequado para casos mais leves, ER é para risco de vida", informou Alexandre Bacci.

As informações trouxeram novas perspectivas para os participantes, como o casal Erica Borim e Ivan Oliveira, que pensa em buscar qualidade de vida nos EUA. "Para mim a parte de maior impacto foi a questão tributária, que de primeiro a gente não entende um pouco e até se assusta. Também a questão da saúde, porque não dá para viajar sem esse ponto estar muito bem cuidado", disse Ivan.

Leonardo Leão planeja levar o USA Experience para outras cidades do Brasil e também para outros países, atendendo a brasileiros e cidadãos nativos que tenham interesse em se mudar para os EUA.

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