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Vistos de trabalho para os Estados Unidos podem ser facilitados

O alvo são os profissionais de tecnologia

09/12/2021 às 07h59
Por: Gideone Rosa Fonte: Mackenzie/JN
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De acordo com a TechNet, uma rede de altos executivos e congressistas ligados a empresas da área de tecnologia, um em cada quatro empregadores americanos tem dificuldades para preencher vagas na área em função da falta de profissionais.
De acordo com a TechNet, uma rede de altos executivos e congressistas ligados a empresas da área de tecnologia, um em cada quatro empregadores americanos tem dificuldades para preencher vagas na área em função da falta de profissionais.

Por Vivaldo José Breternitz

Em nosso país, a área de tecnologia se ressente da falta de profissionais qualificados, especialmente aqueles voltados à tecnologia da informação. Problema semelhante ocorre nos Estados Unidos, onde vem ganhando corpo a ideia de mudar regras de forma a permitir o aumento da imigração de trabalhadores altamente qualificados.

De acordo com a TechNet, uma rede de altos executivos e congressistas ligados a empresas da área de tecnologia, um em cada quatro empregadores americanos tem dificuldades para preencher vagas na área em função da falta de profissionais.

Quase dois terços das empresas dizem que as habilidades da força de trabalho não atendem às suas necessidades e que se essa situação não for superada, a produtividade cairá e haverá uma desaceleração do crescimento do país.

Segundo a TechNet, uma das soluções seria alterar as regras para concessão do visto H-1B, que hoje permite às empresas americanas contratarem temporariamente trabalhadores estrangeiros para funções especializadas. A regras atuais foram estabelecidas há 14 anos.

Segundo os envolvidos com o assunto, esse tipo de visto tem sido fundamental para trazer criatividade e inovação, não apenas ao Vale do Silício, mas a toda economia americana, apesar de muitas pessoas que vivem fora dos centros de tecnologia tradicionais pensarem que isso não as afeta e que o aumento da imigração tiraria empregos dos americanos. Esses críticos também afirmam que as empresas usam o H-1B para contratar imigrantes com salários inferiores aos praticados pelo mercado.

Cerca de 250 mil empregos na área de computação estão disponíveis nos Estados Unidos, diz a TechNet, com quase cinco vagas em aberto para cada desenvolvedor de software em busca de trabalho. O Departamento do Trabalho dos Estados Unidos prevê que 1,4 milhões de empregos serão abertos na área de informática em um futuro próximo e que as universidades americanas formarão pessoal qualificado para preencher apenas 29% dessas vagas. Fornecer mais vistos H-1B poderia mitigar esse problema; atualmente, cerca de três quartos dos 85 mil vistos H-1B concedidos a cada ano vão para profissionais da área de informática.

Os críticos argumentam também que o país deve se concentrar em melhorar e ampliar seus programas educacionais, o que se for feito gerará resultados em prazos relativamente longos, mas que soluções precisam ser encontradas de forma urgente, sob pena de impactos muito fortes na economia daquele país, o que deve ocorrer também entre nós, que muito provavelmente teremos um problema adicional, a perda de talentos para países mais evoluídos.

A inclusão de mais mulheres na área e programas de educação continuada e reciclagem de pessoal também podem nos ajudar.

O autor

Vivaldo José Breternitz - DCD

Vivaldo José Breternitz (foto), Doutor em Ciências pela Universidade de São Paulo, é professor do Programa de Mestrado Profissional em Computação Aplicada da Universidade Presbiteriana Mackenzie .

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