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Geral "Petróleo em Jataí"

Senta que lá vem mais história

O OURO NEGRO QUE NÃO LUZIU

06/12/2021 às 10h02
Por: Gideone Rosa Fonte: DC Mello/JN
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“Pesquisar as minas de óleo e gás ou outro qualquer mineral existente em qualquer parte do subsolo das ditas terras de que eles são proprietários e condôminos.”
“Pesquisar as minas de óleo e gás ou outro qualquer mineral existente em qualquer parte do subsolo das ditas terras de que eles são proprietários e condôminos.”

Por DC Mello

No final de 1921 chegaram por aqui dois paulistas trazendo aos fazendeiros da região proposta revolucionária de enriquecimento fácil sem risco de perda.

Não se sabe como, um grupo de empresários de São Paulo, ligado à exploração de petroquímica, ficou sabendo de provável existência de petróleo, gases e outros minerais no subsolo do Sudoeste de Goiás, mais precisamente no município de Jataí. Para exame dessas condições para cá veio o Engº John Nicholson Taves.

Depois de andanças a cavalo, pra lá e pra cá, em busca dos fazendeiros ou de informações que pudessem adiantar-lhe algo sobre o assunto, Dr. Nicholson iniciou uma paciente e esclarecedora tarefa de conscientização do que poderia significar um tesouro desse em exploração, não só em benefício do município, mas, principalmente dele, fazendeiro.

A reação dos fazendeiros de Jataí foi surpreendente. Para levar avante esse projeto, o pecuarista Oclécio de Carvalho (filho de Honorato de Carvalho), colocou-se ao lado do Dr. Nicholson e de um Agrônomo, formando os três um elo entre os fazendeiros interessados e o grupo de São Paulo.

Os contratos de locação foram feitos e tinham os termos e detalhes praticamente iguais.

Para um empreendimento de tamanha importância e grandeza em que poderia tornar-se esse evento, os fazendeiros fizeram questão de dizer que autorizavam: “Pesquisar as minas de óleo e gás ou outro qualquer mineral existente em qualquer parte do subsolo das ditas terras de que eles são proprietários e condôminos.” Outra cláusula dizia que: “... no caso de poço ou poços cavados e em operação nas referidas terras produzirem gás em quantidade suficiente para mercado... pagarão quatrocentos mil réis por cada um dos poços e fornecerão, livre de quaisquer ônus uma quantidade suficiente de gás para alimentar dois fogões e dez bicos em duas casas de morada... sem responsabilidade pelos riscos decorrentes das instalações”. Mais adiante se lê: “Nenhum poço será cavado e nenhuma exploração será feita à distância menor de sessenta e cinco metros de qualquer casa ou paiol existentes nas propriedades.”

O contrato estabelecia prazo de dez anos de duração e a perfuração do primeiro poço deveria ser iniciada dentro de no máximo dois anos.

Eis os fazendeiros que aderiram ao grande negócio: João Joaquim de Carvalho, José Inácio da Costa Lima, Moysés Lopes de Carvalho, Joaquim Avelino Franco, Josias Antônio de Carvalho, Evaristo da Costa Lima, Moysés Avelino Franco, Manoel Francisco Vilella, Jerônimo Filisbino Furtado, Joaquim Geraldino Carvalho, Manoel Bélico de Carvalho, Izidoro Coimbra Ramos,

Todos os contratos citados aqui estão registrados nos dois Cartórios de Jataí. Em resumo, a área contratada para exploração somou mais de 130 mil alqueires.

A febre do petróleo ou a certeza de enriquecimento garantido contaminou muito mais gente. 

O curioso dessa festa é que nos documentos registrados em cartório, em nenhum deles faz qualquer menção à empresa exploradora, responsável pela iniciativa. Não cita a pessoa jurídica encarregada pelo cumprimento das questões acordadas. Logo em seguida, em 1923, a Companhia Brasileira de Petróleo S/A, sediada no Rio de Janeiro, nomeou em Jataí o Dr. João Rodrigues da Cunha para contratar arrendamento de terras, julgadas petrolíferas. Nessa embalada Zeca Lopes entregou à exploração 20 mil alqueires de terras em fazendas espalhadas pelo município de Jataí, Mineiros e Caiapônia. Nesse contrato do Zeca Lopes teve delineado até a possibilidade de se construir rodovias, linha telefônica e telegráfica e até estrada de ferro para o transporte do material produzido. Esse assunto que despertou tamanha repercussão aqui no Sudoeste acabou em nada. É possível que o ‘poço da Petrobras’, feito em 1960, com 1200 metros de profundidade e jorrando água quente, seja consequência daquele movimento enganoso de 1921.

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Sobre o município Jataí é um município situado no Sudoeste Goiano e um dos maiores produtores de grãos deste país. Um dos celeiros de mão de obra qualificada e, proporcionalmente, o maior detentor de Doutores também do país graças aos centros acadêmicos Instituto Federal de Educação Tecnológica, Universidade Federal de Jataí e Universidade Estadual de Goiás sem mencionar as demais faculdades e universidades privadas. Na totalidade Jataí tem mais de 30 cursos nas áreas de Exatas, Humanas e Biológicas.
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