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Geral Aquecimento Global

COP26: onda de ações exige que instituições financeiras parem de financiar petróleo, gás e carvão

Mobilizações globais incluem o Brasil e a cidade de Glasgow, na Escócia, sede da conferência da ONU sobre o clima.

01/11/2021 às 09h56
Por: Gideone Rosa Fonte: 350.Org
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"A era dos combustíveis fósseis acabou, e as pessoas estão se mobilizando contra o financiamento fóssil e aqueles que o administram. Precisamos que as lideranças e as instituições financeiras aproveitem a oportunidade de acelerar a ação climática, constru

Global - De 29 de outubro a 6 de novembro, a 350.org e seus aliados no mundo inteiro vão promover mais de 120 ações coordenadas em 26 países visando instituições financeiras que continuam a apoiar a indústria de combustíveis fósseis. A mobilização expressa um sentimento coletivo de urgência, com pessoas agindo por conta própria para exigir justiça climática e impedir o financiamento criminoso dos combustíveis fósseis, que matam populações em todo o mundo.

De Manila a Nova York, de São Paulo a Nairóbi, de Londres ao Pacífico e por toda a Europa, milhares de pessoas tomarão as ruas e protestarão em frente a alguns dos maiores bancos e instituições financeiras do mundo, exigindo que eles parem totalmente de financiar os combustíveis fósseis e redirecionem seus investimentos para uma transição energética justa, apoiando as nações mais vulneráveis no enfrentamento da crise climática. As ações criativas vão incluir a criação de murais e projeções em locais públicos. Memoriais climáticos também serão celebrados em tributo àqueles que perderam suas vidas em decorrência do colapso do clima.

Ações planejadas por região/país:

● África: ao todo, 11 ações estão sendo planejados em todo o continente, tendo como alvo presidentes, delegados nacionais da COP26, o Banco Africano de Desenvolvimento (AfDB), o FMO, o Banco de Desenvolvimento da África Austral (DBSA) e a multinacional francesa Total - incluindo, entre outras iniciativas: ações nas ruas da Costa do Marfim, arte urbana e ações no Twitter em Togo e entrega de uma carta ao presidente de Senegal para impedir a operação da usina de carvão Bargny.

● Europa: pelo menos 12 ações criativas e disruptivas acontecerão em vários dos maiores centros financeiros do mundo, como Londres, Paris, Frankfurt, Zurique, Bruxelas e Amsterdã. Isso inclui ações dirigidas a instituições como Banco da Inglaterra, ABP, Deutsche Bank, Credit Suisse, Barclays, HSBC e bancos franceses que financiam a Total.

● Estados Unidos: ativistas estão se reunindo presencial e virtualmente para planejar pelo menos 22 ações que exigem do Federal Reserve, do Chase Bank e do CitiBank o fim do financiamento fóssil e responsabilização pelo risco climático.

● Ásia: jovens ativistas de todo o continente estão liderando ações digitais e presenciais em sete países. Na Malásia, haverá um webinar/painel de discussão e exibição de filmes sobre a resiliência e as perdas e danos de mulheres indígenas.

● Turquia: haverá oportunidades para fotos lideradas por voluntários e grupos locais no dia 5 de novembro. O plano também inclui uma carta a instituições financeiras exigindo o desinvestimento em carvão, e uma ação com foco na usina de carvão Hunutlu..

● Pacífico: os Guerreiros Climáticos do Pacífico levarão a Declaração #Youth4Pacific sobre as Mudanças Climáticas para a COP26 com um desafio de 7 dias que inclui criação de cartazes, ações no TikTok, selfies no Instagram, manifestações online contra o caos climático e os investidores da Adani e ainda um treinamento de capacitação de jovens.

● América Latina: povos indígenas e ambientalistas unirão forças em uma ação direta criativa desafiando a narrativa de greenwashing de um dos maiores bancos brasileiros, que continua alegando ser "verde" enquanto investe bilhões de dólares na expansão de combustíveis fósseis, inclusive na Amazônia.

ASPAS

"A era dos combustíveis fósseis acabou, e as pessoas estão se mobilizando contra o financiamento fóssil e aqueles que o administram. Precisamos que as lideranças e as instituições financeiras aproveitem a oportunidade de acelerar a ação climática, construindo sociedades mais saudáveis e igualitárias e economias resilientes. Já passou da hora de os países ricos e as instituições financeiras apoiarem a transição energética que necessitamos, de forma rápida e em grande escala." Farzana Faruk, ativista pela justiça climática do Fridays for Future Bangladesh e membro dos Povos e Áreas Mais Afetados (MAPA)

"Acredito que o jovem é um ator histórico autoconstituído que vai definir seu próprio futuro, e que não podemos esperar nada dos outros. Já tivemos nossas expectativas frustradas. O tempo está se esgotando e devemos agir." Joaquín Herrero, ativista climático argentino da Jóvenes por el Clima

"Com o apoio das principais instituições financeiras, a indústria de combustíveis fósseis continuou a provocar estragos no meio ambiente e nas comunidades locais da África. Alguns dos países do continente que menos contribuíram para as mudanças climáticas são os que mais sofrem com seus efeitos. As instituições financeiras devem parar de financiar combustíveis fósseis e, em vez disso, canalizar esses fundos para ajudar os países vulneráveis a se adaptarem e fazerem a transição para um futuro sustentável movido por energia limpa." Landry Ninteretse, diretor administrativo da 350.org África

"Convocamos os líderes mundiais reunidos na COP26 para que se alinhem com os interesses da maioria do planeta, que enfrenta o desafio de sobreviver no clima quente. Os governos devem agir com soluções e políticas verdadeiras, que incluam metas de redução de emissões justas, ambiciosas e vinculantes das contribuições nacionais - não apenas promessas de zero carbono que parecem boas, mas fornecem ações inadequadas. Isso só pode acontecer se o estímulo econômico for redirecionado para soluções de energia renovável, especialmente aquelas que são de propriedade e controle local. Além disso, investimentos também devem garantir resiliência para crises futuras." Chuck Baclagon, do Financiamento de Campanhas Regionais para a Ásia da 350.org

"É necessária uma ação coletiva urgente voltada sobretudo às nações e comunidades mais afetadas. As instituições financeiras que dirigem nossas economias, especialmente bancos em países desenvolvidos, devem fazer sua parte, interrompendo todo o financiamento do caos climático e direcionando recursos para o financiamento climático voltado à adaptação e à mitigação. O Pacífico sentiu os impactos da degradação do clima nos últimos anos com ciclones tropicais se tornando mais frequentes, destrutivos e imprevisíveis. A COP26 será um evento crucial, e o fracasso em cumprir seus objetivos significa um desastre literal não apenas para os habitantes das ilhas do Pacífico, mas para as comunidades em todo o mundo." Joseph Sikulu, diretor administrativo da 350.org Pacífico

"Muitas instituições financeiras, incluindo os maiores bancos do mundo, ainda financiam diretamente ativos de combustíveis fósseis, o que significa financiar a crise climática. Na COP26, todos os atores devem falar em alto e bom som: com políticas de transição justas, os custos da transição para metas de emissão zero são menores do que o impacto das mudanças climáticas nas empresas, nos bancos e na economia. É chegada a hora de as instituições financeiras assumirem sua responsabilidade e pararem de financiar ativos de combustíveis fósseis de uma vez por todas." Selen, Baycoll, do Financiamento de Campanhas Regionais para a Turquia da 350.org

"Ativistas em alguns dos maiores centros financeiros do mundo - incluindo Londres, Paris, Frankfurt e Zurique - estão tomando as ruas para exigir que os bancos europeus parem de lucrar com a destruição. Ao financiar projetos de combustíveis fósseis em países como Argentina, Uganda e Bangladesh, eles estão pisoteando os direitos humanos e o meio ambiente para que seus acionistas e executivos ricos se tornem ainda mais ricos. Isso é colonialismo climático e tem que acabar. É hipocrisia que os líderes do Reino Unido e da União Europeia se apresentem como campeões do clima, enquanto as maiores empresas e bancos de seus países seguem causando estragos em todo o mundo. Basta. É hora de acabar com o financiamento dos combustíveis fósseis." Tonny Nowshin, ativista da 350.org Alemanha

"Antes da COP26 em Glasgow, os ativistas dos EUA se reuniram presencial e virtualmente para exigir que nosso Banco Central, o Federal Reserve, responda pelo risco climático. Sabemos que, a indústria do petróleo conhece e mente há décadas sobre a realidade da crise do clima. Por isso, o Federal Reserve é o nosso alvo. A janela de oportunidade para enfrentar a crise climática está chegando ao fim. Se Biden é realmente o presidente do clima que diz ser, exigimos que ele garanta uma legislação climática consistente e ousada e escolha um presidente do Clima para chefiar o Fed." Brooke Harper, estrategista de campanha regional da 350.org EUA

"Ao continuar apoiando a expansão do gás e do petróleo na Amazônia, alguns bancos estão dizendo a seus clientes que não se preocupam com o risco de desastres, desmatamento e impactos sobre os povos indígenas. É por isso que vários representantes indígenas e ativistas do clima estão se reunindo para impedir que instituições financeiras continuem a investir na expansão de petróleo e gás na região. A presença desses setores na maior floresta tropical do mundo significa abrir uma caixa de Pandora, da qual desastres históricos podem emergir. Essa estratégia insustentável e irresponsável de lucro de curto prazo é um tiro no pé dos próprios bancos." Ilan Zugman, diretor executivo da 350.org América Latina.

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