Segunda, 25 de Outubro de 2021
22°

Pancada de chuva

Jataí - GO

Dólar
R$ 5,65
0%
Euro
R$ 6,58
0%
Peso argentino
R$ 0,06
-0.031%
Bitcoin
R$ 376,690,53
+3.516%
Bovespa
106,296,18 pontos
-1.34%
Geral Combustíveis

Gasolina sintética, feita sem petróleo, torna-se esperança para motores a combustão

Alguns países europeus anunciaram recentemente planos para banir os motores movidos a combustíveis fósseis em um futuro não muito distante.

07/10/2021 às 08h53
Por: Gideone Rosa Fonte: NovaCana
Compartilhe:
Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Por Alessandro Reis / Nova Cana

Não há dúvida de que movimento rumo ao transporte mais limpo, com limites cada vez mais rígidos quanto às emissões de poluentes, passa pela eletrificação. Porém, essa não é a única alternativa no horizonte.

Montadoras e outras empresas relacionadas à mobilidade acreditam que o motor a combustão interna, literalmente, tem ainda muito combustível para queimar. Porém, esse combustível precisa ser sustentável, produzido a partir de fontes renováveis.

No Brasil, temos o etanol. A cana-de-açúcar com a qual ele é fabricado compensa as emissões de CO2 por meio da fotossíntese - que converte o gás causador do efeito estufa em oxigênio.

Os combustíveis sintéticos, cujo desenvolvimento tem avançado sobretudo na Alemanha, são outra alternativa: são produzidos sem petróleo, utilizando como matéria-prima água e o próprio dióxido de carbono disponível na atmosfera.

Até a McLaren

Empresas como Audi e Bosch têm investido nessa tecnologia, que também está nos planos da McLaren para seus carros esportivos, segundo a publicação britânica Autocar noticiou no mês passado.

De acordo com Everton Lopes, mentor de tecnologia da SAE Brasil, os combustíveis sintéticos têm a vantagem, como o etanol, de “neutralizarem” o carbono resultante de sua queima, além de aproveitarem a infraestrutura de abastecimento.

Também conhecidos como e-fuel, eles podem ser extraídos na forma de gasolina ou diesel e, portanto, não exigem alterações nos motores atuais que utilizam a versão fóssil desses combustíveis.

“O combustível sintético já era usado pela Alemanha na época da Segunda Guerra Mundial e desde então as pesquisas têm evoluído. Porém, sua extração ainda é muito cara na comparação com o petróleo, que ainda é muito mais fácil e barato de obter e refinar”, explica o especialista.

A Audi, que nomeou seu produto como e-benzina, diz que o líquido emite menos poluentes e permite taxas maiores de compressão, para maior performance.

Hidrogênio: combustível do futuro?

A fabricação do e-fuel começa em um processo físico-químico chamado de hidrólise, que retira o hidrogênio da água para posterior combinação com o CO2. O gás resultante depois é utilizado para produzir cadeias de hidrocarbonetos que vão se tornar combustível líquido.

“O desafio é a grande quantidade de energia elétrica necessária para separar o hidrogênio presente na água. Essa energia deve preferencialmente ser de origem limpa, como solar, eólica ou de hidrelétricas”, pontua Lopes.

O hidrogênio, que também pode ser extraído do gás natural, é a grande aposta de países como a Alemanha para renovar sua matriz energética – apesar dos desafios para obtê-lo.

Além de servir para sintetizar combustível líquido, o hidrogênio também é visto como alternativa às caras e pesadas baterias de veículos a propulsão elétrica. Por meio das chamadas célula de combustível, incorporadas a automóveis, o gás é utilizado para gerar a eletricidade necessária para a propulsão das rodas.

Modelos como o Toyota Mirai, comercializado no Japão, já trazem essa tecnologia e são abastecidos com hidrogênio.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários
Ele1 - Criar site de notícias