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Geral Trânsito

Fator humano é a principal causa de acidentes de trânsito

Ações de conscientização estimulam responsabilidade e comportamentos seguros para a redução de acidentes

05/10/2021 às 08h14
Por: Gideone Rosa Fonte: Redação2/JN
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Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

A responsabilidade no trânsito salva vidas. Esse é o tema das ações de conscientização sobre segurança nas ruas e estradas brasileiras em 2021, principalmente, durante a Semana Nacional de Trânsito (STN), que foi criada para sensibilizar todos os usuários da via, sejam eles motoristas, passageiros, motociclistas, ciclistas ou pedestres, e acontece anualmente de 18 a 25 de setembro. Sua importância é tanta que está prevista na legislação, no artigo 326 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB).

Em 2020, com a pandemia e o isolamento, o número de mortes no trânsito no país diminuiu, mas ainda resultou em um cenário alarmante: cerca de 35 mil pessoas perderam a vida em acidentes, contra cerca de 40 mil em 2019. Se nada for feito, a Organização Mundial de Saúde estima que 2,4 milhões devem morrer em virtude dos acidentes em 2030. Países de baixa e média rendas, incluindo o Brasil, detêm 54% dos veículos do mundo, mas concentram quase 90% das mortes por lesões. A situação é tão desafiadora que OMS e Cruz Vermelha incluíram o trânsito no pacote das crises humanitárias globais.

Na opinião de Luiz Gustavo Campos, diretor e especialista em trânsito da Perkons, o comportamento ao se conduzir realmente salva vidas. “Conduzir é uma ação que requer responsabilidade, seriedade e exige atenção total ao tráfego e ao entorno para que todos possam seguir seguros”, comenta.

O caminho é a educação

Em Macaé, no Rio de Janeiro, a Secretaria de Mobilidade Urbana do município priorizou ações de educação para alertar os condutores quanto à importância de vias seguras e do respeito às leis de trânsito. “Multas só são aplicadas como último recurso de sensibilização para o condutor que não respeitar o CTB. A direção defensiva é o melhor caminho para evitar acidentes e para termos um trânsito mais seguro”, afirma o secretário de Mobilidade Urbana de Macaé, Jayme Muniz. Para isso, a Coordenadoria de Educação para o Trânsito realiza programações e atividades voltadas aos condutores, pedestres e ciclistas. As ações acontecem regularmente, desde janeiro, com ênfase nas datas relacionadas ao trânsito, como o Maio Amarelo e a Semana Nacional do Trânsito. “A equipe da Educação para o Trânsito trabalha com foco na prevenção de acidentes. Eles fizeram uma programação para todos os meses do ano e levam para as ruas as chamadas Blitz Educativas, com distribuição de panfletos informativos. Também realizamos um trabalho intenso nas redes sociais, com informações voltadas para a educação no trânsito. Essas são ferramentas importantes, pois só com educação poderemos reduzir os índices de acidentes e mortes”, completa Jayme Muniz. O trabalho de conscientização também é realizado por meio de palestras, remotas e presenciais, para as escolas das rede municipal e particular e para empresas.

Ações que marcaram a STN 2021

Para a Semana Nacional de Trânsito (de 18 a 25 de setembro), a Secretaria de Mobilidade Urbana de Macaé fez uma grande programação, estendendo as ações ao longo de todo o mês de setembro. O ponto alto das atividades foi o 1º Seminário de Mobilidade Urbana, que reuniu experts para apresentar e debater os temas: Políticas de Mobilidade Urbana; Tecnologia em Mobilidade Urbana e Segurança Viária; e Educação, Comunicação e Participação Social.

“Foram três dias de imersão em mobilidade urbana, onde o público pode entender quão complexo e fascinante é o tema. Os painéis apresentados trouxeram novas perspectivas de uso da tecnologia, em benefício da mobilidade e segurança nas cidades, privilegiando os cidadãos que se deslocam diariamente”, conclui o secretário de Mobilidade Urbana.

Segundo o engenheiro e especialista em engenharia de tráfego, Fabiano Rosa Lima, um dos palestrantes do evento, o fator humano é o grande ponto de atenção quando se discute trânsito. “Algumas pessoas lamentavelmente têm pensamentos equivocados, como, por exemplo, “quando bebo dirijo melhor”, “isso nunca vai acontecer comigo”. Elas precisam ter ciência da realidade das ruas e se responsabilizarem por torná-las mais seguras a todos”, salienta. “Quem não lembra do atentado no dia 11 de setembro? 2996 pessoas perderam a vida, fato que comoveu o mundo. No Brasil, o total de vidas perdidas no trânsito é como se 12 atentados de 11 de setembro acontecem por ano. E isso não mexe com a gente? Como vencer essa guerra? O caminho começa com educação”, conclui.

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