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Geral Amazônia

Chefe do Grupo BKC faz ameaças caso o governo brasileiro não tenha uma postura mais firme de preservação da Amazônia

"Nós investidores, católicos, "vamos" retirar os investimentos em títulos do governo brasileiro."

25/08/2021 às 10h23
Por: Gideone Rosa Fonte: JN
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"Como uma grande aliança Católica, podemos certamente dar uma contribuição útil para o esforço conjunto. Em um país de maioria católica como o Brasil, talvez uma 'voz católica'

Por Cinthia Leone

Investidores católicos se reúnem com deputados brasileiros para pedir proteção da Amazônia e dos povos indígenas

Enquanto o Supremo Tribunal Federal decide sobre o marco temporal para demarcações de Terras Indígenas, uma coalizão de instituições católicas se reuni nesta quarta-feira (25/8) com congressistas brasileiros para discutir a proteção da Amazônia e os direitos dos povos indígenas e comunidades tradicionais.

O grupo é liderado pelo banco alemão da Igreja Católica, Bank für Kirche und Caritas (BKC), a Comissão Especial de Ecologia Integral e Mineração da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e o Movimento Laudato Si', antes denominado Movimento Católico Global pelo Clima (GCCM).

Eles se reunirão com os deputados federais Bira do Pindaré, (PSB-MA) da Frente Parlamentar Quilombola, Joenia Wapichana (REDE-RR) da Frente em Defesa dos Povos Indígenas, Rodrigo Agostinho (PSB-SP) da Frente Ambientalista, além de Marcelo Freixo (PSB-RJ) líder da minoria na Câmara. Participam ainda do encontro o Arcebispo Metropolitano de Manaus, Dom Leonardo Steiner, e Dom Vicente de Paula Ferreira, Secretário da Comissão Especial sobre Ecologia Integral e Mineração para a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

Em março, essas instituições lideraram a criação de uma carta ao alto escalão do governo federal, incluindo o presidente Jair Bolsonaro e o vice-presidente Hamilton Mourão. No documento, as organizações apresentam demandas concretas para a proteção da floresta tropical e das populações indígenas, como a implementação de um plano coerente para combater o desmatamento, incluindo um orçamento específico e metas intermediárias mensuráveis. Eles pedem também mais recursos para o Instituto Brasileiro do Meio Ambiental e Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) e para ações de combate aos incêndios.

A carta, que tem agora quase 100 assinaturas de instituições religiosas e financeiras de 18 países, apela a um maior diálogo com o governo do Brasil, país de maioria católica, para que ouça os brasileiros e cuide melhor da "casa comum" da humanidade. Uma pesquisa de 2019 descobriu que sete em cada dez católicos no Brasil acham que preservar a Amazônia é "muito importante" e 85% responderam que consideram o ataque à floresta amazônica um pecado.

A destruição da Amazônia, maior floresta tropical do mundo e recurso essencial para a proteção do clima global, voltou a aumentar durante o atual governo, levando à privação de direitos, deslocamentos e assassinatos de povos tradicionais.

"Esse modelo de desenvolvimento capitalista que mata a vida humana e o meio ambiente está em total contraste com o ensinamento cristão sobre Integridade da Criação e com a encíclica Laudato Si’ do Papa Francisco", disse Dom Vicente de Paula Ferreira, Secretário da Comissão Especial de Ecologia Integral e Mineração da Conferência do Bispos do Brasil.

"Estamos convencidos a usar nossas possibilidades como participantes católicos do mercado financeiro, iniciando um diálogo de engajamento com o governo brasileiro", afirma Tommy Piemonte, Chefe de Pesquisa de Investimentos Sustentáveis do BKC. "Mas se o governo brasileiro não tomar uma posição firme contra o desmatamento da floresta tropical e a privação de direitos dos povos indígenas, nós, como investidores católicos, veremos cada vez mais nossa base de investidores institucionais retirar os investimentos em títulos do governo brasileiro e de empresas em certos setores."

"Como uma grande aliança Católica, podemos certamente dar uma contribuição útil para o esforço conjunto. Em um país de maioria católica como o Brasil, talvez uma 'voz católica' seja ouvida e aumente a pressão sobre o governo", disse Tomás Insua, Diretor Executivo do Movimento Laudato Si’.

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