Sábado, 25 de Setembro de 2021
29°

Pancada de chuva

Jataí - GO

Dólar
R$ 5,33
0%
Euro
R$ 6,25
-0.001%
Peso argentino
R$ 0,05
+0.049%
Bitcoin
R$ 268,773,25
+2.269%
Bovespa
113,282,67 pontos
-0.69%
Geral Tecnologia

Reino Unido estuda cabos de fibra ótica correndo pelas tubulações de água

Serão R$ 30 milhões para apoiar o desenvolvimento do projeto.

17/08/2021 às 08h43 Atualizada em 17/08/2021 às 10h25
Por: Gideone Rosa Fonte: Mackenzie/JN
Compartilhe:
Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Os cabos de fibra óptica de banda larga deverão ser instalados através de tubulações de água.

Por Vivaldo José Breternitz

Já é relativamente comum cabos de fibra ótica serem instalados no fundo do mar e dos rios. Agora, o governo do Reino Unido destinou uma verba de £ 4 milhões (cerca de R$ 30 milhões) para apoiar o desenvolvimento de um projeto de utilização de cabos de fibra óptica de banda larga correndo através de tubulações de água, permitindo conexões sem que seja necessário escavar vias públicas para instalação de dutos.

O projeto também contempla testes de monitoração de tubulações de forma que se possa identificar e reparar vazamentos mais rapidamente. Cerca de 20% da água destinada ao abastecimento público é perdida por vazamentos, esperando-se que o monitoramento possa ajudar a reduzir a perda de água à metade; em tempos de aquecimento global, esse é um ponto importante do projeto.

Obras de infraestrutura, em particular a instalação de novos dutos e postes, podem representar até 80% dos custos para a instalação de banda larga; o projeto visa ajudar a reduzir esses custos e faz parte de um plano que tem como objetivo melhorar a qualidade dos sinais de banda larga em todo o país, onde 96% dos pontos de acesso à internet já podem ter velocidades de download de pelo menos 24 Mbps.

Observa-se que praticamente todo o Reino Unido, inclusive em áreas rurais, é servido por redes de água, o que torna o projeto ainda mais interessante - a princípio, acredita-se que é possível utilizar mais de um milhão de quilômetros de tubulações para receber os cabos.

O projeto deverá ser desenvolvido por um consórcio, formado por empresas de telecomunicações, concessionárias de serviços públicos e empresas de engenharia, sob supervisão das autoridades responsáveis pela qualidade da água potável.

Aplicações similares já foram implantadas em outros países, mas não em escala tão grande como se estuda fazer no Reino Unido.

O autor

Vivaldo José Breternitz, Doutor em Ciências pela Universidade de São Paulo, é professor da Faculdade de Computação e Informática da Universidade Presbiteriana Mackenzie.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários
Ele1 - Criar site de notícias