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Geral Cuidados

Você já ouviu falar em atrofia vaginal?

Conheça a condição que afeta as mulheres na pós-menopausa

30/07/2021 às 10h11
Por: Gideone Rosa Fonte: J.N
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Foto por: freepik - Disponível em br.freepik.com
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A atrofia vaginal causa secagem e a inflamação das paredes vaginais. Também conhecida como vaginite atrófica, é resultado da falta de produção de estrogênio (hormônio feminino).

O ginecologista, Luciano Pompei, explica a condição.

- Estudo traz dados que chamam atenção: a atrofia vaginal impacta a qualidade de vida e a sexualidade[1,2];

- Entre os sintomas da condição estão secura e desconforto vaginal, inflamação, coceira, ardência e irritação;

A atrofia vaginal, também conhecida por vaginite atrófica, ocorre quando há o afinamento e a inflamação das paredes vaginais devido ao declínio do estrogênio. "O déficit desse hormônio é causado pela menopausa e deixa os tecidos vaginais mais finos e secos, menos elásticos e mais frágeis. O desconforto traz um impacto relevante na qualidade de vida e no bem-estar das mulheres. Muitas vezes, os sinais da condição passam despercebidos", explica o especialista Luciano Pompei.

Um estudo publicado recentemente revela que a atrofia vaginal impacta negativamente a confiança e a autoestima das mulheres[2]. O ginecologista explica que o constrangimento e a vergonha de falar sobre o tema, acabam contribuindo com o subdiagnóstico. "Ainda existe uma barreira quando o assunto é a região íntima da mulher, muitas sentem alguns sinais que são característicos, mas poucas procuram ajuda", reforça.

Mas não é só isso, as consequências da atrofia vaginal vão além: a condição afeta a intimidade e os relacionamentos. A pesquisa aponta que 70% das respondentes com vaginite atrófica evitam ter intimidade sexual[2]. "As mulheres precisam se sentir à vontade para falar sobre esse assunto e buscar tratamento. A atrofia vaginal impacta a vida da mulher em inúmeros aspectos", conclui o especialista.

Existem diversos tratamentos disponíveis para o tratamento da atrofia vaginal. Entre eles, lubrificantes vaginais sem ingredientes hormonais ativos, hormônios na forma de creme vaginal ou óvulos. Foi lançado recentemente o comprimido de estradiol, administrado via intravaginal, a terapia proporciona uma liberação gradual e controlada da substância (um tipo de estrogênio que o corpo produz) nas células da mucosa vaginal.

Saiba mais sobre a menopausa e a pós menopausa: a menopausa é o nome dado à última menstruação, que, geralmente, acontece entre 45 e 55 anos, marcando o fim da fase reprodutiva da vida da mulher. É quando os hormônios femininos (estrogênio e progesterona) deixam de ser produzidos pelos ovários. Com isso, a mulher entra numa nova fase: a pós menopausa. Alguns sintomas são característicos nesse período, entre eles, perda óssea, fadiga, depressão, dor de cabeça, irritabilidade, suores, palpitações, doença cardiovascular, infecções do trato urinário e atrofia vaginal[3].

Fonte e Referências:

[1] Nappi RE, Kingsberg S, Maamari R, Simon J. The CLOSER (CLarifying Vaginal Atrophy’s Impact On Sex and Relationships) survey: implications of vaginal discomfort in postmenopausal women and in male partners. J Annual Meeting, 2007, 3-6 Out, Dallas, Texas.

[2] Pompei LM, Wender MCO, Kulak J Jr, Pires I, Suvarna Y, Nappi RE. Impact of postmenopausal vaginal discomfort on sex and relationships in Brazil: the CLOSER survey. Climacteric. 2021 Apr 26:1-7.

[3] Nelson HD. Menopause. Lancet. 2008 Mar 1;371 (9614):760-70.

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