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Comportamento Saúde

Uso excessivo de eletrônicos causa problemas de visão

Aumentando o número de novos casos de miopia entre crianças e adolescentes

28/07/2021 às 10h52
Por: Gideone Rosa Fonte: Mackenzie/JN
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Nos anos 1970, 25% dos americanos eram míopes e no início dos anos 2000 esse número já chegava a 42%.
Nos anos 1970, 25% dos americanos eram míopes e no início dos anos 2000 esse número já chegava a 42%.

Vivaldo José Breternitz

Desde os tempos em que a única tela para a qual as crianças olhavam durante muito tempo era a dos aparelhos de TV, os pais já eram advertidos acerca dos problemas que isso poderia trazer à visão delas.

Com a popularização dos computadores, tablets, smartphones e outros dispositivos, as crianças aumentaram o tempo passado diante de telas; a pandemia tornou esse tempo ainda maior e os problemas derivados disso também se tornaram maiores, causados principalmente por olhar fixamente para telas e piscar pouco.

Os oftalmologistas americanos David Epley, porta-voz da American Academy of Ophthalmology e Sylvia Yoo, professora da Tufts University School of Medicine, dizem estar aumentando o número de novos casos de miopia entre crianças e adolescentes, bem como estar acontecendo uma aceleração do agravamento dos casos já existentes.

Miopia já era um problema que crescia nos Estados Unidos (e provavelmente também no Brasil) antes da pandemia: nos anos 1970, 25% dos americanos eram míopes e no início dos anos 2000 esse número já chegava a 42%. Outros problemas, como dores de cabeça e olhos secos tem a mesma origem.

Para minorar esses problemas, os médicos recomendam mais atividades ao ar livre, pois a diminuição do tempo diante de telas e a luz solar são úteis nesse sentido.

Adotar a regra 20-20-20 também ajuda: para cada 20 minutos diante de uma tela, deve-se olhar para alguma coisa situada a 20 pés (cerca de 6 metros) de distância, durante 20 segundos.

Muitos pais têm dado aos filhos óculos com lentes que filtram a luz azul emitida por essas telas, tentando resolver esse problema. Ocorre que eles não têm maior utilidade, exceto em casos de hipersensibilidade a esse tipo de luz - a luz azul emitida pelas telas não é suficiente para criar problemas.

Além desses cuidados, os médicos recomendam observar as crianças, procurando detectar problemas como dores de cabeça, irritação nos olhos, dificuldade de enxergar objetos a diversas distâncias ou ler revistas, por exemplo; quando isso acontecer, deve-se procurar um oftalmologista rapidamente.

Vivaldo José Breternitz, Doutor em Ciências pela Universidade de São Paulo, é professor da Faculdade de Computação e Informática da Universidade Presbiteriana Mackenzie.

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