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Geral apagão

Crise hídrica de Bolsonaro traz de volta fantasma eleitoral do 'apagão' de FHC

O breu tão anunciado batendo a porta.

07/07/2021 10h31
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Por: Gideone Rosa Fonte: BBC Brasil
No ano anterior à eleição, o presidente da República enfrenta uma crise hídrica que ameaça o fornecimento de energia elétrica nas casas, comércios e indústrias.
No ano anterior à eleição, o presidente da República enfrenta uma crise hídrica que ameaça o fornecimento de energia elétrica nas casas, comércios e indústrias.

Até aí, o ano pode ser 2021 de Jair Bolsonaro ou 2001, do então presidente Fernando Henrique Cardoso.

Por Laís Alegretti / BBC News Brasil em Londres

Há 20 anos, a continuação do roteiro envolveu um racionamento de energia na maior parte do país, com a redução compulsória de 20% do consumo de eletricidade. O racionamento durou até o início de 2002 e é apontado como um importante fator para explicar a derrota do PSDB na eleição presidencial, quando Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, conseguiu ser eleito pela primeira vez.

Duas décadas depois, o que a crise atual tem a ver com os problemas no setor elétrico que afetaram o Brasil em 2001 - e o que mudou de lá para cá?

Especialistas do setor elétrico com experiência na formulação de políticas públicas dizem que falar em racionamento de energia ou apagão é politicamente delicado em qualquer momento, mas o assunto fica ainda mais complicado perto de uma eleição.

"A experiência em 2001 deixou um trauma em qualquer político. Muitos atribuem um peso grande ao racionamento na perda da reeleição do partido que estava no governo (PSDB)", diz Mauricio Tolmasquim, professor do programa de planejamento energético da COPPE, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Manchete do jornal O Globo em maio de 2001: Racionamento começa com cortes na iluminação publica                                                                             Em 16 de maio de 2001, teve início o racionamento, que duraria até o ano seguinte / Reprodução-Acervo O Globo

Ele, que é ex-presidente da Empresa de Pesquisa Energética e já foi ministro interino e secretário executivo (2003 a 2005) de Minas e Energia, diz que racionamento é "palavra proibida" no governo.

Apesar da questão política, ele defende que, tecnicamente, diante da atual situação, o ideal seria estudar os impactos de um eventual racionamento pequeno.

"Eventualmente, os danos em termos de inflação podem até ser maiores não racionando'', diz. "Deveriam estudar alternativas e analisar prós e contras, mas nem estudo se faz porque, se vazar que tem um estudo desse, tem um impacto político muito grande."

A doutora em economia e especialista no setor de energia Amanda Schutze diz que o "medo" da palavra racionamento "é muito grande e atrapalha a comunicação com o consumidor".

"É importante comunicar ao consumidor a possibilidade, o que está acontecendo. E falar em racionamento acaba que fica muito tenso - tanto por causa do resultado que foi o racionamento em termos eleitorais no passado como porque falar para uma pessoa que ela não vai ter eletricidade atualmente é inaceitável", diz.

Schutze, que também é professora da PUC-Rio e coordenadora de energia do Climate Policy Initiative (CPI), avalia que "o racionamento pode fazer com que uma pessoa perca uma eleição, porque afeta demais no cotidiano".

Diante das comparações, o próprio ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, fez menção à crise de 2001 em pronunciamento na TV. Ele disse que o atual quadro gerado pela escassez de chuvas "provocou a natural preocupação de muitos brasileiros com a possibilidade de racionamento de energia, como aconteceu em 2001".

Depois de dizer que o sistema elétrico brasileiro evoluiu muito nos últimos anos, o ministro pediu o uso consciente e responsável de água e energia e concluiu dizendo que estava, "com serenidade", "tranquilizando a todos".

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Fonte: BBC Brasil

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