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Geral Medo

Medo de cuidar da saúde durante a pandemia

Dr. Antônio Brito comenta o que os médicos têm feito para ajudar os pacientes a retomarem os cuidados com a saúde

30/03/2021 08h26
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Por: Gideone Rosa Fonte: J.N
Foto: Divulgação
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Cerca de sete em cada dez pessoas afirmaram terem cancelado ou adiado serviços de saúde, por causa da Covid-19. É o que aponta uma pesquisa online realizada pela Ipsos e encomendada pela Johnson & Johnson Medical Devices (J&JMD), no ano passado.

A pandemia continua, mas não pode ser pretexto para deixar de monitorar e tratar os problemas de saúde. O câncer e outras doenças são um exemplo disso. O atraso na realização de seus exames pode permitir o agravamento do quadro de saúde do paciente. O assunto é sério e urgente.

Suspender consultas e adiar cirurgias pode ser uma péssima decisão. A detecção precoce de problemas de saúde, seja qual for, pode possibilitar ao paciente uma condição de vida com mais qualidade, com tratamentos menos complexos, além de proteger o organismo a tempo de outras reações diversas.

A importância do check-up

“Muitos pacientes não apresentam sintomas de doenças, sendo as mesmas constatadas após uma avaliação clínica, por isso o check-up médico e odontológico é extremamente importante. Em alguns casos como tumores de boca, alterações do crescimento do esqueleto facial, alterações das articulações da mandíbula (ATM), o diagnóstico firmado pode implicar a atuação de um profissional da cirurgia maxilofacial, e é nestes casos que tenho a possibilidade em ajudar”, relata Dr. Antônio Albuquerque de Brito, que é vice-presidente da Associação Brasileira de Cirurgia Craniomaxilofacial, Médico e Cirurgião Dentista, atuante nas áreas de cirurgia de cabeça e pescoço, craniomaxilofacial e bucomaxilofacial.

Covid-19 na sala de cirurgia? Nem pensar, todo cuidado é pouco!

Covid-19 é uma infecção de contaminação comunitária. Muitos brasileiros não sabem, mas os hospitais e os profissionais que lá atuam estão preparados para receberem pacientes cirúrgicos, em especialidades diversas, mesmo durante a vigência da pandemia. As instalações utilizadas são diferentes daqueles utilizados por pacientes portadores do coronavírus. Uma área não se envolve com a outra, de forma a prevenir e amenizar os impactos da doença. Os pacientes ficam separados e não entram em contato uns com os outros.

“Em todas as cirurgias solicito antecipadamente o teste para Covid-19 (RT-PCR), de forma a prevenir a transmissão da Covid-19 durante o tratamento. Quando negativo, seguimos com a realização da cirurgia. Quando positivo, declinamos o procedimento e adiamos para outro momento oportuno, seguindo os protocolos estabelecidos para esse fim. Como profissional de saúde tenho cuidado redobrado em resguardar a integridade da saúde dos meus pacientes. Todo o trabalho é norteado conforme as instituições regulatórias e protocolos internacionais de saúde. Acompanho todo o processo e cerco de cuidados para a cirurgia acontecer com segurança. Além disso, sempre esclareço de modo claro e transparente sobre o atual cenário e suas implicações, isso é fundamental”, enfatiza Brito.

Dados gerais

Alguns grupos e faixas da população são mais suscetíveis ou vulneráveis ao coronavírus, conforme relatórios da Organização Mundial de Saúde (OMS) e do Ministério da Saúde (MS);

As operações eletivas, ou seja, aquelas programadas com antecedência tiveram uma redução de 92,5%, em média. Houve uma interrupção em praticamente todo o país entre 16 de março e 22 de maio, sendo realizadas, nesse período apenas as cirurgias de trauma, aquelas envolvendo acidentes graves ou por violência, drenagem de abscesso, que são provocadas por infecções bacterianas, e poucos casos de cânceres foram permitidos tratamento no período. Os dados são do Colégio Brasileiro de Cirurgia e Traumatologia Buco-Maxilo-Facial;

As cirurgias eletivas retomaram no final de maio, porém apenas para as doenças que não podem ser adiadas, como os procedimentos relacionados as patologias benignas, os casos de deformidades maxilares com impacto importantes nas funções mastigatória, respiratória, na deglutição, na fonação e nas disfunções nas articulações da mandíbula. A retomada normalizou de fato a partir de setembro e conforme a orientação de cada Secretaria Estadual de Saúde (dados do Colégio Brasileiro de Cirurgia e Traumatologia Buco-Maxilo-Facial).

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