Esporte

terça-feira, 10 de novembro de 2020

Produto brasileiro será produzido em Portugal

Standard America, indústria brasileira de placas eletrônicas, firma parceria com portuguesa Exatronic e inicia operação em Portugal

Enquanto a fábrica própria da Standard América, prevista para iniciar operações no primeiro semestre de 2022, não está pronta, a indústria de placas eletrônicas, nascida no Brasil e com operações em Portugal e nos Estados Unidos, passa a produzir para seus clientes europeus em parceria com indústria portuguesa

Standard America: planos de expansão preveem unidade fabril em Portugal, que atenderá demanda europeia por placas eletrônicas

A Standard America – indústria de placas eletrônicas com fábrica no Brasil e escritórios comerciais nos Estados Unidos e em Portugal – assinou um acordo de produção com a indústria portuguesa Exatronic para fabricar seus produtos em Portugal. “A ideia é atender nossos clientes europeus sem a necessidade de produzir em nossa indústria no Brasil, o que aumentaria os custos e nos tornaria menos competitivos”, diz Hidalgo Dal Colletto, CEO da Standard America. Desta forma, a STD America ganha um hub em Portugal, podendo atuar em toda a Europa com sua tecnologia.

No primeiro ano de produção, estima-se que a STD America fature entre 500 mil a 700 mil euros em solo europeu, avançando para 1 milhão de euros no segundo ano.

Aceleração pela IPN- Incubabora

A Standard America acaba de ser eleita pela IPN-Incubadora como participante de seu programa de aceleração.

A IPN-Incubadora – Associação para o Desenvolvimento de Atividades de Incubação de Ideias e Empresas, mantida por meio de uma parceria entre o Instituto Pedro Nunes e a Universidade de Coimbra – oferecerá à indústria brasileira condições para que ela tenha acesso a sistemas científicos e tecnológicos, além de um ambiente que proporciona a ampliação de conhecimentos e áreas como a qualidade, gestão, marketing e contato com mercados nacionais e internacionais. “Estamos ansiosos por iniciar o projeto, já que temos total interesse em operar na Europa”, explica Hidalgo Dal Colletto, CEO da STD America.

A IPN-Incubadora tem foco em empresas tecnológicas. Isso significa que projetos empresariais inovadores, com base em tecnologia e de serviços avançados, têm prioridade nos estudos de seus membros. “É justamente essa vertente que a incubadora viu no projeto que apresentamos”, explica Dal Colletto.

A Standard America na Europa

A Standard America é uma empresa nascida no Brasil. Possui uma unidade fabril em Campinas (SP) e escritórios comerciais em Portugal e nos Estados Unidos.

Está inscrita no projeto Portugal 2020, no qual candidatou-se a um financiamento de 1,5 milhão de euros para a construção de uma fábrica de 1.000 m2 em Portugal. “Escolhemos cidades entre Aveiro e Coimbra, que serão definidas durante o decorrer do projeto”, informa Dal Colletto.

Pelo projeto Portugal 2020, 70% do valor do investimento será custeado pelo governo português, cabendo à STD America aportar o restante. “Teremos duas linhas de produção, com capacidade de faturarmos 2 milhões de euros no primeiro ano de operação”, explica o CEO.

A empresa gerará, no primeiro ano, ao menos 50 empregos diretos, e terá capacidade de atender demanda de placas eletrônicas não apenas de Portugal, mas também de outros países europeus.

A previsão de início das operações da fábrica própria da STD America é do primeiro semestre de 2022.

Sobre a Standard America

A Standard America é uma indústria de placas eletrônicas para as áreas de agricultura, automação industrial, automotiva, internet das coisas, telecomunicações, segurança, iluminação, saúde, aeroespacial e indústria naval. Possui expertise e certificação ISO 9001:2015 nas áreas de engenharia, prototipagem e pilotos, montagem SMT e PTH, soluções integradas e testes finais.

Trata-se de uma indústria multinacional, com presença no Brasil, Estados Unidos e Portugal, que tem como filosofia pensar, agir e acelerar negócios como uma startup; atender, entregar e se estruturar como uma multinacional e cuidar de pessoas e se comunicar com o mercado como uma empresa do terceiro setor.

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