Esporte

sexta-feira, 11 de setembro de 2020

Em debate sobre reforma tributária, Caiado ataca “burocracia infernal que espanta empresário”

Ronaldo Caiado (DEM) durante evento da CNI 
| Foto: Divulgação

O governador Ronaldo Caiado (DEM) defendeu a reforma tributária durante evento para discutir o tema promovido nesta quinta-feira, 10, pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Ao defender transparência e ampla discussão com a sociedade sobre o temas da reforma, o gestor disse que o país não pode continuar “nesse tumulto, nessa burocracia infernal que espanta o empresário”.

“Há essa necessidade, em primeiro lugar, de se mostrar transparência [em relação ao debate] e, em segundo lugar, confiança”, afirmou o governador. “Eu acredito na tese do ministro Paulo Guedes de ‘menos Brasília e mais Brasil’ e a reforma tributária tem essa vertente”, observou.

O governador também ressaltou que a reforma administrativa precisa caminhar junto, e no mesmo patamar. “Temos que trazer os salários para a realidade do Brasil hoje e entender que vivemos num quadro social gravíssimo. Eu já formatei a Secretaria da Retomada do Estado de Goiás, para onde foram direcionadas todas as ações do governo tendo em vista buscar alternativas imediatas”, informou. 

Debate

“A reforma e os Estados” foi o tema da segunda edição da série “Reforma Tributária em Debate” lançada pela CNI e Febraban. As entrevistas são mediadas pelo jornalista João Borges e tem como anfitriões os presidentes das duas instituições parceiras, respectivamente, Robson Braga e Isaac Sidney.

O gestor representante das instituições financeiras falou sobre o modelo tributário brasileiro, que é federativo, e que, por isso, “o envolvimento dos Estados na discussão é importante”. Também deixou registrado que os entes federativos são “o pulso da economia e o braço mais próximo do cidadão, e que a reforma precisa caminhar para dar mais competitividade ao Brasil”.

Já Robson Braga explicitou alguns números do cenário industrial para reforçar a urgência da reforma tributária no País. Ele citou a participação do setor em 21% no PIB e o fato de que as indústrias são a maior fonte pagadora de folha previdenciária no Brasil.

O presidente da CNI disse, ainda, que acredita que as PECs 45 e 110 podem se juntar à proposta do Governo Federal no Congresso e que vislumbra uma matéria final que desonere exportações, crie um fundo de desenvolvimento regional para a atração de investimentos, gere emprego e um ambiente de inclusão e justiça social.  

Nenhum comentário: