Esporte

segunda-feira, 14 de setembro de 2020

Deputado goiano quer frente parlamentar contra a Caristia no Brasil

“É de deixar qualquer um boquiaberto. 

O pacote de arroz chegou a custar R$ 30

O vice-líder do Podemos, deputado federal José Nelto (GO), está propondo uma frente parlamentar contra a caristia dos alimentos e produtos no Brasil. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o preço dos alimentos foi destaque para a alta de 0,24% na inflação oficial do país no mês passado.

“É de deixar qualquer um boquiaberto. O pacote de arroz chegou a custar R$ 30. O óleo de soja, conhecido como óleo de cozinha, também deu um salto. Sem contar com o aumento no preço do botijão de gás. O que as famílias brasileiras, que tem menos poder aquisitivo, vão fazer? Passar fome? Isso é impensável, inaceitável. Por isso precisamos dessa frente parlamentar, precisamos agir”, afirma o deputado federal.

A inflação dos alimentos subiu 8,83% em 12 meses. O Índice de Preços para o Consumidor Amplo (IPCA) subiu 2,44% no mesmo período. Especialistas do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada da USP, (Cepea), explicam que a alta não tem como responsável apenas um alimento, já que a maioria deles está com preços recordes. Contudo, dois chamaram a atenção nos últimos dias: o arroz, com valorização de 19,2% no ano, e o óleo de soja, que subiu 18,6% no período.

“O difícil é que já estamos enfrentando uma pandemia, que acarretou em desemprego, no enfraquecimento econômico do país, mudou a vida dos brasileiros, infelizmente para pior. Lidar com essa alta dos preços, de forma tão abruta e elevada, é colocar milhares de famílias em vulnerabilidade”, explica.

Nelto afirma que já está trabalhando junto a parlamentares para colher a quantidade de assinaturas necessárias afim de instaurar a frente parlamentar. “Precisamos debater esse assunto. A alta do dólar fez com que muitos produtores aumentassem as exportações, reduzindo, assim, a oferta de produtos no mercado interno. O Governo Federal precisa ter o controle da situação. Não se pode, sob hipótese alguma, vender antes de abastecer o mercado interno. Vamos trabalhar, o povo precisa de soluções”, destaca.

Segundo o Ministério da Agricultura, nos últimos 12 meses até julho, o agronegócio vendeu 3,8% mais, enquanto as demais exportações caíram em 6,8%. A expectativa é que o preço dos alimentos volte a ter padrões normais apenas em janeiro de 2021.

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