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segunda-feira, 29 de junho de 2020

Sistema de saúde da capital já ronda o colapso

Foto: Divulgação

Leitos de UTI atingem 98% de ocupação e Defensoria pede suspensão do decreto de flexibilização em Goiânia

Por Felipe Cardoso 
Objetivo é elevar isolamento social para patamar dos 50% até que o sistema de saúde retome sua capacidade de absorver a demanda por internações em UTI

Após o índice de ocupação dos leitos de UTI destinados aos pacientes com Covid-19 atingir a casa dos 96%, a Defensoria Pública do Estado de Goiás (DPE-GO) protocolou Ação Civil Pública (ACP), na noite do último domingo, 28, para suspender por sete dias os efeitos dos três últimos decretos municipais que flexibilizaram as atividades produtivas em Goiânia.

De acordo com o levantamento feito pelo Núcleo Especializado de Direitos Humanos (NUDH) da instituição, até as 21h30 da última noite, havia apenas quatro leitos de UTI disponíveis para pacientes com Covid-19, de um total de 114, conforme apontava o sistema de controle de vagas de UTIs da Secretaria Municipal de Saúde da Capital. Duas horas após o ajuizamento da ação, o índice de ocupação subiu para 98,24%, restando apenas dois leitos de terapia intensiva especializados.

De acordo com o coordenador do NUDH, Philipe Arapian, o objetivo é retomar o isolamento social para o patamar de 50% até que o sistema de saúde retome sua capacidade de absorver a demanda por internações em UTI. “Com apenas quatro leitos disponíveis, entendemos que a capacidade do município em garantir tratamento para as pessoas que precisarem de internação em leitos especializados ficou comprometida”, disse o defensor público.

Caso seja acatada, os efeitos da Ação Civil Pública iniciam-se a partir da próxima terça-feira, 30, para conceder tempo hábil de organização e não surpresa a comerciantes e trabalhadores, sem prejuízo de eventuais prorrogações dessa suspensão, em caso de necessidade.

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