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quinta-feira, 14 de maio de 2020

Após pressão popular, Caiado adia decreto para próxima semana

Foto: Divulgação
Depois de vários prefeitos, inclusive aliados, não apoiarem o novo decreto do governador Ronaldo Caiado, ele foi aconselhado a reavaliar o lockdown em Goiás

Prefeitos de cidades importantes, como Renato de Castro (Goianésia), Adbi Elias (Catalão), Paulo do Vale (Rio Verde), Roberto Naves (Anápolis), tendem a ouvir mais a população e comerciantes e não pretendiam obedecer o novo decreto estadual.

Uma crítica recorrente é de que o primeiro isolamento seria para preparar o sistema de saúde para evitar o colapso, 60 dias depois, nem todos os hospitais de campanha estão prontos, mesmo com quase 2,5 bilhões destinados a Goiás pelo governo federal.

Outra crítica é a de que o governo não tem divulgado o número de "curados" pela COVID-19, em muitas cidades que sofrem com a pandemia, esse percentual passa de 60%. Para uma população de 7,2 milhões de habitantes como a de Goiás, 1.423 casos, no momento, com uma maioria curada, não seriam argumentos fortes para impor uma nova quarentena.

Vários representantes de entidades ligadas a indústria e comércio, disseram que a economia de Goiás não aguenta uma nova quarentena, e alegam que o comércio não é o culpado pelo surgimento de novos casos.

Para corroborar a fala dessas entidades, nas últimas semanas, foi notícia em todo o estado a grande quantidade de encontros e festas, com pessoas desprotegidas, enquanto a maioria do comércio faz sua parte, seguindo as medidas de proteção e distanciamento. Isso sem falar nas filas intermináveis em lotéricas e bancos que nunca passam por qualquer tipo de fiscalização efetiva.

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