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segunda-feira, 27 de abril de 2020

Goiás tem um dos menores índices de mortes por Covid-19

Isolamento social é um dos principais fatores para estes números
Unidade da federação tem poucas mortes quando se compara o mesmo período da epidemia em outras localidades. 
Mais isolamento social, diferenças demográficas e leitos disponíveis explicam resultado

O número de óbitos confirmados do novo coronavírus (Sars-Cov-2) em Goiás está aumentando mais devagar que outras unidades da federação. O Estado chegou a 25 mortes pela doença neste sábado (25), 30º dia desde o primeiro óbito confirmado, de uma idosa, de 66 anos, moradora de Luziânia. Quando se compara os sete estados que já atingiram 30 dias desde a primeira morte confirmada de Covid-19, Goiás é o segundo com menos óbitos, proporcional à população.

Santa Catarina, que tem população semelhante e registrou a primeira morte no mesmo dia que Goiás, já tem 42 óbitos. Outros Estados, como São Paulo e Pernambuco, tinham 853 e 352 óbitos respectivamente, quando estavam neste 30º dia. O Amazonas, onde já há colapso dos sistemas de Saúde e funerário, é o primeiro com mais mortes por 1 milhão de habitantes, nos 30 primeiros dias .

A velocidade baixa no avanço das mortes por coronavírus em Goiás também é perceptível quando se faz outro tipo de comparação: o tempo que cada unidade da federação leva para chegar de um número de óbitos para outro. Goiás é o terceiro Estado que mais demorou para passar da primeira para a décima morte confirmada, foram 16 dias.

Maranhão e Santa Catarina, que possuem população próxima à de Goiás, demoraram nove e dez dias respectivamente, para ter este mesmo aumento. São Paulo, maior Estado do País, chegou à décima morte em apenas quatro dias.

Goiás também se destaca como o primeiro Estado que mais demorou para dobrar da 10ª morte para a 20ª morte, foram 11 dias. São Paulo fez esta dobra de números de óbitos em um dia, o Ceará, em menos de 24 horas.

Em reportagens anteriores, esta velocidade de dobra, tanto de número de mortes como de casos confirmados, já foi apontada como um fator importante de medição do avanço da doença, pela doutora em Saúde Pública e epidemiologia da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Goiás (UFG), Erika Silveira. Ela orientou a reportagem sobre a forma correta de fazer comparações entre as unidades da federação.

Fonte: O Popular

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