sexta-feira, 3 de abril de 2020

Em tempos de crise a luz está a sua frente, só não enxerga quem realmente não quer ver.

"Deitado eternamente em berço esplêndido"

Por Adalberto Lemos
Se olharmos para trás, veremos após grandes catástrofes ou crises mundiais, os países que mais se destacaram nos anos seguintes foram aqueles que não só não se deixaram abater, mas, principalmente, enxergaram, na escuridão em que estavam, soluções e alternativas que os levaram às primeiras posições como nações desenvolvidas, como por exemplo a própria Alemanha e Japão pós guerra.

O nosso país vive, desde 1.500 "deitado eternamente em berço esplêndido", nos acomodamos na zona de conforto das melhores praias, do melhor clima, das mulheres mais lindas e da fartura da nossa agricultura e pecuária. Não nos faltava nada até então. 
Pelo menos até poucos dias atrás. Descobrimos que somos e estamos tão frágeis quanto qualquer país de terceiro (ou quarto) mundo, que não temos a menor estrutura física de saúde para comportar, com o mínimo para proporcionar, ao menos, uma morte digna para nós brasileiros na maioria das nossas cidades, senão todas.

Descobrimos que nas periferias temos fome e miséria e que se nada for feito, essa fome e miséria pode invadir nossas casas. Descobrimos que o Estado tem bilhões de reais em arrecadação mensal e pouco vemos dessa arrecadação convertida em benefícios para nosso povo. 
Descobrimos a solidariedade de pequenos gestos de doações individuais e coletivas que pululam a todo momento aqui e ali, por pessoas que se expõe e fazem aquilo que o Estado deveria fazer e fazem muito bem feito, não devemos, nunca, depender somente do Estado, está muito bem provado isso.

Temos que passar por essa provação para nos tornarmos melhores. Não podemos esquecer desse aprendizado que estamos tendo, dia a dia. E, principalmente, temos, com a lição desse momento, de tornarmos nossa nação melhor, de exigirmos não só dos políticos, mas muito de nós mesmos, ao tirarmos as máscaras de proteção contra o vírus, que vistamos a velha e boa vergonha na cara que muito nos falta.

Faça sua parte, SOBREVIVA. Não reclame. AJA. Não esmoreça, PROTEJA-SE E À SUA FAMÍLIA.

E por fim, lembre-se, SÓ OS FORTES SOBREVIVERÃO, e a "força", nesse caso, não é somente a física, é a força interior de querer FAZER A DIFERENÇA e LUTAR DIA A DIA por nossas vidas e por um país melhor para todos nós.

Realmente, hoje, o Brasil espera que cada um cumpra o seu dever.

Faça sua parte, seja ela qual for. Quem sabe seja esse o marco que vai alavancar esse país. Pense grande, sempre.

Um comentário:

zoila disse...

Uma boa explanação que retrata o momento, triste e preocupante,de um país enorme, em território, e pela sua gente maior ainda. As crises, como as que acontecem nas famílias ou em qualquer grupo, são alertas para que sejam modificados comportamentos, atitudes, em especial no campo da moral e da ética. Parabéns pelo texto, vamos fazer o nosso dever, individualmente, com repercussão no todo.