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terça-feira, 10 de março de 2020

Presidente da CNA diz que comércio ilegal impacta agro, sociedade e economia

Presidente da CNA, João Martins, na abertura do seminário
“Agro em Questão”. Foto: Wenderson Araújo/Trilux
Do Goiás Press
No discurso de abertura do seminário “Agro em Questão – As Ameaças do Comércio Ilegal no Agro”, o presidente da CNA, João Martins, afirmou que governos, iniciativa privada e sociedade têm de atuar de forma conjunta para combater o mercado ilícito que traz prejuízos para o setor e para toda a economia.

O evento, realizado na sede da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), reuniu o vice-presidente da República, Hamilton Mourão, a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, o presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), deputado Alceu Moreira, presidentes de federações de agricultura e pecuária, parlamentares, representantes do governo e do setor produtivo.

No início de seu discurso, o presidente da CNA afirmou que que o agro brasileiro, por sua magnitude e valores gerados, alcança cada vez mais destaque nos mercados nacional e internacional. Mas, por outro lado, ressaltou que “insumos e produtos agropecuários tornam-se vulneráveis ao comércio ilegal”.

Martins explicou que o comércio ilegal se refere a um “gigantesco universo de atividades” em que se incluem a pirataria, adulteração, contrabando de produtos genuínos, pirateados e falsificados, tráfico de produtos ilegais e evasão fiscal.

“Quanto mais valorizados forem os produtos, maior será a sua vulnerabilidade. Consequentemente, maiores serão os impactos negativos aos agentes do setor, à sociedade e à economia”, afirmou o presidente da CNA.

Neste contexto, Martins disse que os produtores rurais estão entre as vítimas do comércio ilegal, que têm seus produtos furtados ou são enganados na compra de insumos.

Segundo ele, perdem também as empresas, detentoras de marcas ou patentes, e os governos, que precisam investir em fiscalização, apreensão e destruição de material fraudado. “O comércio ilícito prejudica a economia global e precisa ser efetivamente, combatido”.

Martins falou ainda sobre as ações do Sistema CNA para combater a criminalidade no campo, como a criação do Observatório da Criminalidade e de um Grupo de Trabalho, com o Ministério da Justiça e Segurança Pública, para mapear furtos e roubos que ocorrem nas propriedades.

Além disso, enfatizou o diálogo permanente com as polícias militares nos estados e participações em fóruns para discutir medidas de segurança, entre elas, as que tratam do combate ao comércio ilegal de insumos.

“Nesse cenário, é importante que os governos, iniciativa privada e sociedade atuem de forma conjunta e contínua para aumentar a conscientização sobre os prejuízos e riscos associados ao comércio ilegal no agro”, defendeu o presidente da CNA.

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