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quarta-feira, 4 de março de 2020

Homem decepa a cabeça da namorada e vai beber com amigos

Foto: Rede social
A jovem foi decapitada pelo namorado e teve sua cabeça levada até a casa da mãe. 
Ex-agente penitenciário foi beber com amigos após o crime. "Não existe justiça que pague", desabafa irmã. Família está em choque

O ex-agente penitenciário Ivanhoé de Oliveira Lima, de 37 anos, cometeu um dos crimes mais brutais e covardes do Brasil em 2020. O homem decapitou a namorada, a adolescente Larissa Aurélia da Costa, de 17 anos.

O feminicídio aconteceu na madrugada de 21 de fevereiro, em Rio Branco, no Acre. Depois de matar a jovem, ele levou a cabeça de Larissa para a casa da mãe dela.

IvanhoéIvanhoé (foto) foi capturado horas depois pela Polícia Militar, bebendo com amigos em uma arquibancada de um campo de futebol como se nada tivesse acontecido.

Na delegacia, segundo consta no inquérito, ele confessou o crime, disse que primeiro esganou a menina, depois decapitou e jogou a cabeça na frente da casa da mãe dela.

No processo diz ainda que no celular de Lima tem imagens dele agredindo a adolescente. Perguntado sobre o que motivou o crime, ele permaneceu em silêncio e disse que ia resguardar o direito de falar apenas em juízo.

“Mais revoltante que a morte foi o que ele fez depois. Não tinha necessidade de fazer dessa forma”, desaba Leandra Silva, de 20 anos, irmã da vítima

Segundo Leandra, a família continua sofrendo muito com a brutalidade com que a adolescente foi assassinada. A mãe de Larissa mudou de estado um dia depois do crime, numa tentativa de amenizar a dor da perda da filha. O pai, que é pastor, permanece em choque.

“Não existe justiça que pague pelo que ele fez. Nem se fosse torturado, preso ou morto”, desabafa. “Nada vai confortar e nada vai trazer a minha irmã de volta. Ela era super do bem, doce e se dava bem com todo mundo. Ainda era uma menina. É bem difícil falar, é revoltante.”

Pouco antes de morrer, estava animada com o fato de voltar a estudar. As aulas começariam nesta segunda (2). “Ela tinha muita vontade de retomar os estudos e tinha acabado de se matricular para iniciar o ensino médio. Ela o conheceu quando estava terminando o ensino fundamental.”

A adolescente também queria retornar para a casa do pai, mas tinha medo de terminar o namoro e sair da casa de Ivanhoé porque o homem ameaçava matar ela e toda a família. “A principal vontade dela era morar com o nosso pai como quando era criança. Eles eram muito apegados.”

O ex-agente penitenciário teve a prisão preventiva decretada pela Justiça e aguarda o julgamento na Penitenciária de Rio Branco. Ele trabalhou no Instituto de Administração Penitenciária do Acre de 2010 a 2013, quando saiu após ser condenado por improbidade administrativa. Nos últimos tempos, trabalhava em um lava-jato.

Fonte: PragmatismoPolítico

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