Esporte

quinta-feira, 30 de janeiro de 2020

...E o Editor comenta

Fervura na Câmara Municipal e incêndio nas redes sociais

Por Gideone Rosa
Nesta quarta-feira a coisa esquentou por todos os lados, tudo em função da possível instalação de mais uma indústria em nosso Município, de um lado o Executivo que enviou um projeto de venda de uma área pública dentro do Distrito Agro-Industrial de Jataí e do outro lado o Legislativo Municipal que pediu tempo para melhor analisar a questão, ...e no meio desse fogo cruzado o Povo.

A coisa toda rendeu e muito principalmente nas redes sociais onde o que mais existe é gente que não sabe o que diz e muito menos conhece o teor das informações a respeito de qualquer que seja o assunto em função da preguiça de ler, não ter coragem de questionar os políticos, não participa das Sessões da Câmara (parecendo até que são alérgicos em ir naquela casa de leis) e depois ficam fazendo especulações. Não é dessa maneira que se discute o desenvolvimento de um município, tem que ser mais participativo e menos emotivo, aprender a usar a razão e não a emoção.

O fato é que o Executivo fazendo valer de suas prerrogativas administrativas enviou para a Câmara Municipal um projeto pedindo autorização para que uma área de 24 mil quadrados seja vendida a uma empresa privada, a Nutrien, que quer instalar em Jataí uma fábrica de fertilizantes a qual poderá gerar cerca de 100 empregos diretos. Até aí tudo bem.

O executivo fez todo o processo dentro da legalidade, obedecendo todos os trâmites legais para que o projeto fosse enviado à Câmara, porém esse projeto chegando na Câmara foi amplamente discutido e o vereador Creso Vilela pediu vistas do projeto alegando precisar analisar mais a fundo o pedido do Executivo, não por que o projeto tem alguma irregularidade, não é isso, mas sim por que se trata de uma área pública que está sendo vendida a uma empresa privada.

Com esse pedido de vistas do vereador outros vereadores também se posicionaram juntamente com Creso Vilela no mesmo sentido, terem mais tempo para analisarem a questão, desta maneira pedindo mais clareza e garantias da empresa no que se refere à instalação da indústria em nosso Município. 

Segundo o que foi dito pelos vereadores e até mesmo por um dos procuradores da Câmara Municipal de Jataí foi que em nenhum momento foi ou criado algum tipo de entrave para a instalação da indústria, mas sim comprometimento da empresa com Jataí para que não haja hoje a mesma situação que aconteceu no passado onde empresas tiveram áreas públicas em suas mãos e hoje essas mesmas áreas não se tem ideia de quem seja o proprietário servindo de abrigo a marginais e dependentes de droga, ou seja não está cumprindo a sua função social de maneira positiva que é a geração de emprego e renda.

Mais recentemente, o povo jataiense perdeu outro grande patrimônio em função da mesma situação, patrimônio que vale milhões e que também não está cumprindo sua função social na geração de emprego e renda, e a prefeitura não pode ter de volta esse patrimônio por que o imóvel não é mais do povo jataiense.

Caríssimos Leitores, patrimônio público é meu, é seu, é nosso e não da prefeitura. A prefeitura apenas administra esse patrimônio.

O fato caros leitores do JN, todos estão corretíssimos em suas posições, o Executivo dentro da legalidade em vender a área para que o Município se desenvolva e o Legislativo em cuidar dos interesses públicos que é a sua função, o que não podemos é deixar é a emoção sobrepor a razão e parar de ser passional.

Em conversa com um dos vereadores, que pediu tempo para melhor analisar o projeto, ele foi enfático em dizer que todos os argumentos serão usados para que se abra o caminho para instalação da indústria aqui em Jataí, eles apenas querem mais tempo para melhor apreciarem o projeto e que a empresa dê garantias para que a efetivação seja feita de forma a trazer benefícios para o Jataiense e não prejuízos como aconteceu no passado, prejuízos sociais e econômicos.

Nenhum comentário: