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Câmara Municipal de Jataí

terça-feira, 8 de outubro de 2019

“Liderei ações e programas permanentes de controle das contas públicas”, diz Marconi Perillo

Divulgação/Folha/Google
Por Elisama Ximenes 
“Crescimento das despesas em velocidade maior que o das receitas, por sua vez, é resultado da crise econômica nacional e de um sistema tributário que estimula a sonegação”, afirmou

O ex-governador de Goiás Marconi Perillo (PSDB) rebateu informações publicadas no Editorial do Jornal Opção neste domingo, 6. Segundo ele, sua gestão prezou pelo crescimento econômico e controle das contas públicas. Leia nota na íntegra:

Prezados editores do Jornal Opção,

Acerca do editorial “Tucanos deixaram bomba-relógio da folha do servidor para Ronaldo Caiado. Constatação é do STF”, é imprescindível, para uma análise fidedigna dos fatos, acrescentar que:

A gestão da folha de pessoal não é um desafio apenas do Estado de Goiás, mas de todos os entes federados, da União aos municípios, em todo o País. No cerne desse problema estão o crescimento exponencial dos dispêndios com Previdência Social e o descompasso entre receitas e despesas correntes.

O desequilíbrio previdenciário, mais agudo e profundo, é resultado das disparidades entre recolhimentos e valores dos benefícios e do acúmulo de privilégios. O crescimento das despesas em velocidade maior que o das receitas, por sua vez, é resultado da crise econômica nacional e de um sistema tributário que estimula a sonegação.

Nos quatro mandatos em que estive à frente do Governo de Goiás, mantive e liderei ações e programas permanentes de controle das contas públicas. A saúde fiscal do Estado, aqui entendidos os três Poderes e o Ministério Público, sempre foi prioridade, em especial no Executivo, que sempre deu o exemplo às demais instituições cortando a própria carne.

A veracidade dessas afirmações é atestada pela extensa relação de projetos enviados para apreciação e aprovação da Assembleia Legislativa no decorrer dos nossos mandatos. As medidas adotadas também tiveram efeitos benéficos comprováveis sobre as contas públicas.

Entre esses resultados positivos está a relação entre dívida consolidada e receita corrente líquida, um dos principais indicadores utilizados pela Secretaria do Tesouro Nacional (STN) para aferir a saúde fiscal dos Estados. Com as medidas adotadas no decorrer de nossos governos, essa relação entre dívida e a receita atingiu o menor patamar da história: antes, eram necessários 3,5 orçamentos anuais para quitar o saldo devedor; atualmente, menos de um (0,9).

Outra informação imprescindível é que reduzimos a dívida consolidada mantendo o investimento público. Os quase R$ 9 bilhões aplicados em obras de infraestrutura econômica e social (estradas, pontes, viadutos, escolas, hospitais) mantiveram a economia em crescimento e, por óbvio, ampliaram a arrecadação do Estado.

Os resultados benéficos desses investimentos ainda se refletem na arrecadação, que continua crescendo neste ano, efeito desse aporte de recursos em obras públicas, da atração de novos investimentos e da aposta de nossos governos no setor agroindustrial, menos afetado pela crise econômica nacional que os demais segmentos da economia.

Atribuir as dificuldades de gestão da folha às regras da prestação de contas é um simplificação irresponsável, resultado de uma narrativa política que tem como objetivo confundir a população no debate sobre a crise econômica e fiscal vivida por todos os entes federados brasileiros.

Não é verdadeira, portanto, a afirmação de que o STF “constatou” que o atual governo recebeu uma bomba-relógio. Se há uma bomba-relógio, ela foi armada pela própria atual administração, que não consegue mais disfarçar sua total incapacidade de governar o Estado.

O grupo político que está à frente do Estado soube ganhar as eleições, mas não sabe governar. Torcemos apenas para que o conjunto de 7 milhões de goianos não acabe pagando a conta da incompetência dos “gestores” estaduais.

Atenciosamente,

Assessoria de Imprensa de Marconi Perillo

JN via Opção

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