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Câmara Municipal de Jataí

terça-feira, 17 de setembro de 2019

Saúde em Goiás em maca e no corredor (JN)

Cirurgias solicitadas por municípios podem demorar uma semana ou meses para serem liberadas em Goiás

Por Francisco Costa 
Prioridade clínica vai depender da especificidade de cada procedimento, mas só com a informação detalhada para saber ao certo quanto tempo

De acordo com a Secretaria de Saúde de Aparecida de Goiânia, as cirurgias agendadas na cidade, a depender da especificidade e, por consequência, da prioridade clínica, podem ser liberadas em uma semana. Mas há situações em que se pode levar meses.

Quem avalia essa situação são os médicos autorizadores, que verificam a prioridade clínica, quando é considerado o tipo de cirurgia, a disponibilidade, a complexidade e a urgência do caso.

O questionamento foi levantado após o manobrista Derinaldo Jesus Gomes procurar o Jornal Opção para relatar que seu filho, Kennay, de 11 anos, aguardava há dois meses, além do prazo (que deveria ser 15 dias após a entrega da documentação), por uma liberação no Pró-REG [Central de Regulação em Saúde de Aparecida de Goiânia].

Caso concreto
A história de Deri, como Derinaldo gosta de ser chamado, e seu filho teve início em junho de 2018, ainda no Pará. Kennay teve uma apendicite, que foi perfurada, conforme o manobrista.  

Como o trabalho não foi bem feito, o pai trouxe o filho para Goiás e realizou um procedimento no Hospital Materno Infantil (HMI), no começo do ano. Na ocasião, ele teve as abas do intestino perfuradas em decorrência da apendicite que vazou.

Após o procedimento, Kennay deveria retornar para cirurgia após seis meses para colocar uma bolsa de colostomia, mas este retorno dependia da indicação do Pró-REG, o que, no dia 28 de agosto, primeiro contato com Deri, ainda não havia sido possível. Naquele momento, já tinham passado cerca de 60 dias além do prazo de 15 dias prometido pela central.

Apesar disso, após contato com assessoria da Saúde em Aparecida, foi informado que, no dia 2 de agosto, o pedido do paciente foi avaliado e encaminhado ao HMI. No dia 3, Deri confirmou que foi, de fato, enviado ao hospital o documento, e que, no próximo dia 24, será realizada a cirurgia.

Espera
Ainda na época do primeiro contato com o Deri, o Jornal Opção enviou, por alguns dias, questionamentos acerca do prazo de espera de cirurgias, tanto para as assessorias da Saúde municipal de Aparecida, quanto para a estadual.

A comunicação estadual sempre enfatizou que os municípios possuem gestão plena e que, nos casos eletivos (agendados, como no caso do filho de Deri), é necessário seguir o fluxo de regulação, sendo a cidade onde ele vive responsável por solicitar a vaga para o HMI ou, se caso Aparecida tivesse condições de fazer a cirurgia, regularia por lá mesmo.

Em Aparecida, a informação “genérica” de prazos e fila de espera também não foi divulgada. “Depende do procedimento”, resumiram. À época, também foi solicitado uma demanda deste tipo para Goiânia, já que para conseguir cirurgias em hospitais localizados na Capital, é preciso passar pelo pró-REG local. Entretanto também foi dito que seriam necessárias as especificidades dos procedimentos para mais detalhes.

JN via Opção

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