Legislativo Jataiense

Câmara Municipal de Jataí

sexta-feira, 20 de setembro de 2019

Política jataiense também "ardendo em chamas"

Pastor Luiz Carlos pede destituição de Mauro Filho da presidência

Por Francisco Cabral
O vereador Pastor Luiz Carlos entregou à mesa diretora, durante a sessão ordinária desta quinta-feira, uma representação em que solicita a destituição do vereador Mauro Bento Filho da presidência da Câmara Municipal de Jataí. A presidente interina, Kátia Carvalho, acolheu a representação e determinou a realização de um sorteio para a escolha dos três membros da comissão processante, que tem dez dias para emitir um parecer sobre o pedido. Este será, então, levado a plenário para que os vereadores votem a favor ou contra o relatório.

O sorteio apontou os nomes dos vereadores Major Davi Pires, Maria Aparecida, a “Cida”, e Agustinho de Carvalho Filho, o “Carvalhinho”. Pastor Luiz Carlos, por presidir o Conselho de Ética que está processando Mauro Filho, e Kátia Carvalho, por ser a presidente da mesa diretora, solicitaram a retirada de seus nomes do sorteio.

Mauro Bento Filho foi afastado da presidência e do mandato no dia 8 de abril deste ano, pelo período de 180 dias, prazo durante o qual o juiz Thiago Soares Castelliano Lucena de Castro, da 2ª Vara Cível, Fazendas Públicas, Meio Ambiente e Registros Públicos da comarca de Jataí, conduz o processo aberto a pedido do Ministério Público de Goiás (MP-GO), por intermédio da 4ª Promotoria de Justiça de Jataí, que ajuizou ação civil pública por improbidade administrativa contra o parlamentar e o ex-assessor legislativo Eurípedes Ferreira Marques. Segundo a ação, o vereador e o ex-servidor da Câmara tiveram enriquecimento ilícito e praticaram atos em ofensa aos princípios da administração pública.

Em sua representação, o vereador Pastor Luiz Carlos afirmou que “é inconcebível e inaceitável que este nobre parlamento seja presidido por um vereador que tenha realizado condutas que extrapolaram as atribuições do Regimento Interno da CM, utilizando de sua condição de parlamentar e de presidente deste parlamento para auferir vantagem ilícita”.

Ele esclarece ainda que a representação não resultará em perda de mandato, que será decidida em outro processo, “mas possibilitará ao menos que o parlamento possa destituir o seu presidente e realizar novas eleições da mesa diretora, como imperativo de demonstrar à sociedade seu compromisso com a probidade e o interesse público, primando pela imagem deste poder perante seus munícipes, e impedindo que esta nobre Casa de Leis tenha como seu representante máximo, ou seja, seu presidente, o ora representado, que abusou dos poderes que detinha em nítida afronta ao interesse público e à probidade esperada de tão distinto cargo”.

Um comentário:

Antonio disse...

O nosso país BRASIL, precisa com urgência de políticos que falam e cumprem com verdade...Vc liga a TV nos tele jornais e só vê notícias de corrupção entre políticos...