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quinta-feira, 19 de setembro de 2019

Avestruz Master com ex diretores presos

Ex-diretores da Avestruz Master são presos por crime contra o sistema financeiro nacional

Por Guilherme Rodrigues, TV Anhanguera
Justiça Federal de Goiânia determinou que eles cumpram a condenação, em regime semiaberto. Segundo a denúncia, grupo, que atuava no ramo de aves, fechou e deixou milhares de investidores no prejuízo, calculado em R$ 1 bilhão.

Três ex-diretores da empresa Avestruz Master foram presos após a 11ª Vara da Justiça Federal de Goiânia determinar que eles cumpram a condenação por crime contra o sistema financeiro nacional. Conforme a denúncia, o grupo teve forte atuação entre 2003 e 2005 no ramo de aves, mas fechou e deixou milhares de investidores sem receber, causando prejuízo superior a R$ 1 bilhão.

O juiz federal Rafael Ângelo Slomp determinou a prisão dos envolvidos em 14 de agosto, mas os mandados de prisão em regime semiaberto só foram cumpridos neste mês. O pedido para que as penas começassem a ser executadas foi feito pelo Ministério Público Federal em Goiás.

A ex-diretora financeira, Patrícia Áurea da Silva Maciel, e seu marido, o ex-gestor e diretor Emerson Ramos Correa, foram detidos, na segunda-feira (16), na Bahia, onde devem cumprir a pena. No último dia 13, o ex-diretor comercial, Jerson Maciel da Silva Júnior, foi preso em Goiânia.

O G1 tentou contato, por e-mail, às 17h28, com a defesa de Jerson Maciel da Silva Júnior e aguarda retorno. A reportagem não conseguiu localizar a defesa dos outros envolvidos até a publicação desta reportagem.

Prejuízo de R$ 1 bilhão
A empresa prometia vender os filhotes de avestruz, abatê-los quando estivessem adultos e comercializar a carne, com a promessa de lucros altos em curto prazo. Segundo o MPF, tratava-se de pirâmide financeira.

Em 2005, uma investigação apontou várias irregularidades no negócio, como a emissão de títulos de investimento fraudulentos e a venda de aves acima do número existente.

Conforme o MPF, após a denúncia, a empresa, que tinha sede em Goiânia, fechou as portas e deixou milhares de investidores sem receber lucros e os valores que aplicaram. No ano seguinte, a Justiça decretou a falência do grupo.

O Ministério Público Federal afirma que o pirâmide prejudicou cerca de 50 mil pessoas em todo o Brasil, sendo cerca de 30 mil em Goiás. O órgão calcula que o prejuízo causado aos investidores foi superior a R$ 1 bilhão.

Processo na Justiça
Os três ex-diretores foram denunciados em março de 2006 pelo MPF e condenados, em primeira instância, em janeiro de 2010 a mais de 38 anos de prisão. Após recursos da defesa dos réus, a Justiça Federal determinou as seguintes penas:

Jerson Maciel da Silva Júnior - 6 anos de prisão e 120 dias-multa;
Patrícia Áurea da Silva Maciel - 6 anos de prisão e 120 dias-multa;
Emerson Ramos Correa - 5 anos de prisão e 36 dias-multa;
O Ministério Público Federal informou que "eventuais recursos cabíveis ao Superior Tribunal de Justiça e ao STF restringem-se à análise de questões de direito, de modo que a execução da pena não deve ser condicionada ao trânsito em julgado da condenação". Por isto, pediu que as penas começassem a ser aplicadas, o que foi atendido pelo juiz.

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