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sexta-feira, 16 de agosto de 2019

Qual será o destino dos deputados cujos partidos não atingiram a cláusula de barreira?

Algumas siglas possuem um ou dois representantes na Assembleia Legislativa 

Por Felipe Cardoso 
A cláusula de barreira foi criada com o objetivo de impedir a atuação parlamentar de alguns partidos políticos. O veredito se dá por meio do percentual de votos alcançados nas disputas eleitorais. Em Goiás, algumas siglas se encontram nesta condição. São elas: PRP, PRTB, PTC, Patriotas e DC. Cada um dos partidos possui  um ou dois representantes na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego). Ou seja, esses deputados poderão, em breve, figurar novas siglas no Parlamento.

O único já definido nesta história é o deputado Amauri Ribeiro, parlamentar que pertencia ao PRP — que acabou fundindo com Patriota. A união de ambos os partidos deu a seus deputados o direito de escolher entre a permanência e o afastamento.

Ribeiro optou por ficar enquanto Major Araújo — que também pertencia ao PRP — decidiu buscar uma nova morada. Araújo, por sua vez, aproveitou o respaldo legal para solicitar sua filiação ao PSL. O pedido foi aprovado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) e o parlamentar terá seu ingresso efetivado neste sábado, 17.

Quanto aos demais, pouco se sabe sobre o destino de cada um. Para tentar esclarecer o que tem sido planejado, a reportagem fez contato com os parlamentares para repercutir o assunto.

Charles Bento (PRTB)
O deputado Charles Bento declarou ao Jornal Opção que descarta qualquer possibilidade de deixar a sigla que faz parte “há tantos anos”. “Não avalio essa possibilidade. Não tenho amor ou paixão por nenhum outro partido. Então só deixarei o PRTB caso seja obrigado. É um partido que me identifico muito”, considerou.

Questionado sobre as novas possibilidades que poderão surgir, o parlamentar revelou que existe uma discussão em Brasília para que o PRTB possa se fundir ao PSL. “Vamos aguardar para ver o que acontece”, pontuou. 

O deputado federal e presidente estadual do PSL, Delegado Waldir, disse não ter informações sobre esse assunto. Porém, ao ser questionado sobre uma possível aproximação e fusão no futuro, disparou: “Estamos sempre abertos ao diálogo. O PSL não possui resistência. Se eles nos procurarem e isso acontecer, será espetacular”. 

Claudio Meirelles (PTC)
O deputado Cláudio Meirelles, por sua vez, disse que deverá aguardar o “andar da carruagem” para tomar qualquer decisão com “calma e tranquilidade”.  O parlamentar considerou que ainda há muito tempo pela frente e que, no mundo político, as transformações são recorrentes.

“Nossa democracia ainda é muito jovem e as regras são alteradas a todo o momento. O que vale hoje não vale amanhã. O que valeu nessas eleições pode não valer na próxima, assim como não valeu nas anteriores”, pontuou.

No entanto, Meirelles disse que se sente confortável no PTC. Ainda que haja fusão, o parlamentar transpareceu que deve optar pela continuidade. “É um partido pequeno, um partido novo, mas que está crescendo. Estamos fazendo vereadores, já fizemos prefeitos. Como diz o ditado: ‘melhor ser cabeça de lagartixa do que rabo de jacaré’. Estou bem no PTC. É um partido democrático. Para se ter uma ideia, meu irmão é auxiliar do governo enquanto eu sou oposição”. 

Rafael Gouveia (DC)
O deputado Rafael Gouveia também falou com a reportagem sobre o assunto. O parlamentar adiantou que já protocolou seu pedido de migração junto ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE). “Eles já se manifestaram, inclusive. Foram favoráveis a minha solicitação, haja vista que, de acordo com a Lei, os parlamentares são livres para fazer essa mudança”.

No entanto, o parlamentar assegurou que ainda não sabe que caminho deverá tomar e, por isso, seguirá estudando todas as possibilidades. “Estamos conversando, mas ainda não tenho nada definido.  Só sei que, assim como outros colegas, farei a migração. Mas esta é uma escolha muito pessoal, muitos até já me falaram que devem permanecer em seus partidos e que não pretenderem deixar as siglas”, destacou.

Nos bastidores, a expectativa é de que Gouveia se filie ao Pros.

Zé Carapô (DC) 
Já o deputado Zé Carapô se pronunciou via assessoria. De acordo com a equipe do parlamentar, Zé Carapô não pensa em deixar o partido. “Ele tem uma grande consideração pelo presidente estadual do DC, Alexandre Magalhães”.

O líder da sigla na Assembleia Legislativa afirma que o partido não tem estudado qualquer possibilidade de fusão e que o foco no momento se resume em cumprir com o que foi proposto durante a campanha e contribuir com o crescimento do  Estado, especialmente da região Sudoeste. 

Procurado, o deputado Wagner Neto (Patriota) preferiu não se manifestar sobre o assunto. A assessoria do parlamentar informou que o deputado está “analisando umas propostas” e que deve se posicionar na próxima sexta-feira, 16.  Julio Pina (PRTB), por sua vez, não foi localizado pela reportagem.

Fonte: JN em conexão com Opção

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