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terça-feira, 2 de julho de 2019

Esquema no Ipasgo começou em 2011 e prejuízo pode ter sido de R$ 500 milhões

É possível que entre 15% e 20% dos usuários estejam irregulares, afirma secretário da SSP

Por Elisama Ximenes 
Em entrevista coletiva na tarde desta segunda-feira, 1º, o secretário de Segurança Pública do Estado de Goiás (SSP-GO), Rodney Miranda, contou que as investigações apuraram que o esquema no  Instituto de Assistência dos Servidores do Estado de Goiás (Ipasgo) começou em 2011 e pode ter dado prejuízo de R$ 500 milhões aos cofres.

De acordo com o delegado responsável pela Operação Morfina, Rhaniel Almeida, os beneficiados pelo esquema teriam que pagar aproximadamente R$ 35 mil reais por cada inclusão indevida no sistema. “Os envolvidos criaram um operador fantasma dentro do sistema de Tecnologia da Informação, que tinha dois CPFs inválidos, e, através disso, poderiam colocar qualquer tipo de pessoa física ou jurídica sem passar por procedimentos dentro do instituto”, explicou.

Ainda segundo Rhaniel, cada servidor que atuava nessas fraudes recebia entre R$ 600 e R$ 800 por cada operação indevida realizada no sistema. 

Primeira fase
Com isso, os alvos da operação na manhã desta segunda, 1º, podem responder por crimes de organização criminosa, corrupção ativa e passiva e inserção de dados falsos em sistema de informações.

A ligação entre as pessoas que queriam se credenciar ilegalmente e a equipe de TI que fazia as fraudes era feita por meio de ‘faturistas’, que são espécies de lobistas. 

Conforme a Polícia Civil, a primeira fase focou no núcleo de TI. “Porque nós precisávamos estancar a sangria de dinheiro desviado. O próximo passo é conseguir identificar prestadores de serviço que se valeram dessa fraude”, previu o delegado.

O secretário da SSP informou, ainda, que, dos usuários, entre 15% e 20% podem estar irregulares no Ipasgo. “Mas existem casos de 200 exames a uma pessoa em um só dia, o que indica que nem tudo era feito”, explicou.

Em nota, o Ipasgo se posicionou:

A atual gestão do Instituto de Assistência dos Servidores Públicos do Estado de Goiás (Ipasgo) vê com muita tristeza os fatos investigados na Operação Morfina, deflagrada nesta segunda-feira (1/7) pela Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Contra a Administração Pública (DERCAP) e Superintendência de Combate à Corrupção e ao Crime Organizado (SCCCO). Os indícios de um esquema milionário de fraudes, em operação há muitos anos, são estarrecedores. 

O Ipasgo informa que tem dado integral apoio ao excepcional trabalho de auditoria da Controladoria Geral do Estado (CGE) e de investigação da Secretaria de Segurança Pública do Estado de Goiás (SSP-GO), por meio da Polícia Civil do Estado de Goiás, e espera que todos os fatos relativos a tais denúncias sejam adequadamente apurados e os responsáveis sejam devidamente punidos.

Importa esclarecer que as investigações se referem a ações praticadas por colaboradores de empresa de tecnologia que presta serviço ao órgão desde agosto de 2011. 

A nova gestão do Ipasgo defende e apoia toda medida de combate à corrupção por entender que tais irregularidades podem colocar em risco a sustentabilidade do plano e, consequentemente, o atendimento à saúde de milhares de cidadãos goianos.

Acrescente-se que em consonância com as diretrizes de austeridade, moralização e profissionalização da administração pública estabelecidas pelo atual Governo de Goiás, medidas de Compliance Público vêm sendo implementadas no Ipasgo, desde o início de 2019, como vacina contra atos de corrupção na instituição pública.

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