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sábado, 22 de junho de 2019

MPF denuncia Marconi Perillo por corrupção e lavagem de dinheiro

A ação é resultado da operação Cash Delivery, na qual o ex-governador de Goiás chegou a ser preso. 
Procurador denunciou mais quatro pessoas suspeitas de participar do esquema.

Por Paula Resende, G1 GO
O Ministério Público Federal em Goiás (MPF-GO) denunciou o ex-governador Marconi Perillo por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa. A ação é resultado da operação Cash Delivery, na qual o político chegou a ser preso. No documento, o órgão também pede que sejam devolvidos R$ 17,8 milhões aos cofres públicos.

Advogado de Perillo, Antônio Carlos de Almeida informou, por nota, que está "indignado" com a denúncia e que há uma perseguição ao cliente. Ele completou que o "ex-governador não teme o enfrentamento dos fatos e tem absoluta confiança na sua total inocência".

O documento é assinado pelo procurador da República Helio Telho Corrêa Filho e foi concluído na última segunda-feira (17), mas divulgado apenas na manhã desta sexta-feira (21). Mais quatro pessoas são denunciadas pelo MPF:

- Jayme Eduardo Rincón - ex-presidente da Agência Goiana de Transporte e Obras: corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa;
- Márcio Garcia Moura - motorista de Rincón: corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa;
- Pablo Rogério de Oliveira - advogado: lavagem de dinheiro e organização criminosa;
- Carlos Alberto Pacheco Júnior - empresário: lavagem de dinheiro e organização criminosa.
Todos os envolvidos respondem ao processo em liberdade. A reportagem tentou contato com Pablo Oliveira, mas as ligações não foram atendidas. O G1 não conseguiu localizar a defesa de Carlos Alberto.

A defesa de Jayme Rincón, composta por Luís Alexandre Rassi e Romero Ferraz Filho, também se disse surpresa com a denúncia, pois considera que o MPF ignorou a decisão que torna o caso competência da Justiça Eleitoral, e a considera de cunho político: "Jayme Rincón não tem o mínimo receio quanto ao mérito da acusação posta".

Já os advogados de Márcio, Ana Paula Arís Vidal e Igor Lázaro Pires Neto, informaram, em nota, que o "oferecimento de denúncia neste momento processual é incabível", pois falta atribuição do Ministério Público Federal, e que vão usar "de todos os recursos" para retirar a denúncia.

De acordo com o MPF, os quatro tinham a função de operacionalizar o recebimento da propina do ex-governador. O procurador afirma que Rincón intermediava os pagamentos e tratava "diretamente do valor requisitado por Perillo junto a executivos da Odebrecht". Os demais, conforme a denúncia, tinham a função de buscar o dinheiro.




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