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sexta-feira, 21 de junho de 2019

"Dignidade e homossexualidade"

Clodovil Hernandes, tudo o que Jean Wyllys queria ser e jamais será

Por Marco Angeli Full
Clodovil era homossexual.
Jean Willys é homossexual.

A semelhança entre os dois acaba aí.
Clodovil foi uma personalidade influente, o estilista mais popular de sua geração.
Apresentou programas em emissoras como a rede Bandeirantes, Globo, rede TV e rede Manchete. Tornou-se o primeiro deputado federal assumidamente gay e o quarto mais votado do país em 2006.

Ácido e de personalidade forte, Clodovil foi um homem complexo, elegante e jamais desonesto ou defensor de corruptos para obter favorecimento.

Carregou uma imagem positiva até o final de sua vida. Era respeitado até pelos inimigos. Jean Willys, no contraponto, é uma figura lamentável. Sua origem e notoriedade vem da participação numa das piores pragas da tv aberta brasileira: o BBB.

Com uma carreira política medíocre e marcada por cenas inacreditáveis como a performance de cuspidas contra seus inimigos, Willys é uma figura triste e eternamente deprimida.

Ao usar a bandeira LGBT - e os homossexuais - como ferramenta para tentar ascender politicamente, oportunista e leviano, mostrou que nada mais tinha a oferecer ao país além de mentiras.

Hoje, depois de abandonar misteriosamente o mandato, vivendo no exterior, amarga a acusação de ter se vendido para criar uma conspiração de calúnias contra Sergio Moro e o governo Bolsonaro.

Reage com a agressividade e educação de barraco que sempre o marcou, se auto denominando ‘bicha honrada’ e acusando seus inimigos de ‘estarem dentro do armário’.
No abismo que separa o homem que foi Clodovil e o amargo Jean estão a educação, o respeito e a integridade.

Qualidades que Jean nunca teve. E jamais terá.
Porque não se referem e nem dependem de opção sexual, seja qual for.
Se referem à dignidade.

Fonte: Jornal da Cidade/MarcoAngeliFull

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