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quinta-feira, 23 de maio de 2019

MPF vai protocolar mais nove ações de improbidade contra Iris Rezende, diz vereadora

Enquanto prefeito investe em salas modulares, Sabrina (foto) diz que existem várias obras paradas que poderiam solucionar parte dos déficits da Educação

Por Felipe Cardoso 
A vereadora Sabrina Garcez (PTB) conversou com o Jornal Opção, na manhã desta quarta-feira, 22, e adiantou que, em reunião com representantes do Ministério Público Federal (MPF), foi informada que o órgão possui mais nove ações de improbidade administrativa formuladas contra o prefeito de Goiânia, Iris Rezende (MDB). 

Parte das medidas adotadas pelo MPF, segundo a parlamentar, também se estendem ao secretário municipal de Educação, Marcelo Ferreira da Costa.

“As ações estão prontas para serem protocoladas”, destacou a vereadora. Sabrina diz, ainda, que existem várias obras paradas que poderiam solucionar grande parte do déficit de vagas da Educação em Goiânia. “No entanto, o que vemos é investimento em salas modulares, que, além de temporárias, ninguém conhece a durabilidade ou segurança”.

Para ela, o prefeito está deixando de investir em construções de alvenaria para investir em contêineres. “Ou seja, é um desperdiço de dinheiro público”, destacou.  

Por sua vez, o vereador Lucas Kitão (PSL) disse à reportagem que, por meio de vistoria, o MPF diagnosticou que algumas unidades receberam recursos do Fundeb para conclusão das obras; o que não ocorreu. 

Kitão (PSL) diz acreditar que os serviços básicos da cidade estão comprometidos. “Essa gestão precariza o atendimento ao cidadão e prioriza obras eleitoreiras. A Educação e a Saúde são tratadas com descaso. Não adianta passar esse batom na cidade com mutirões passageiros enquanto na essência da cidade, os serviços básicos aos cidadãos, estão comprometidos”. 

Segundo o parlamentar, a maioria das ações são relacionadas a Educação. “Mas acredito que possa haver algo relacionado à Saúde também”, concluiu. 

Ação

No início do mês o MPF ajuizou o prefeito de Goiânia, Iris Rezende (MDB), e o secretário Municipal de Educação, Marcelo Ferreira de Costa, por improbidade administrativa. Órgão alega descaso do poder público com paralisação das obras do Centro Municipal de Educação Infantil (Cmei) Grande Retiro, na zona Leste da Capital.

Em março de 2018, o MPF já havia expedido dez recomendações ao Município de Goiânia orientando a adoção de medidas para sanar ou, ao menos, atenuar o problema do abandono das obras dos Cmeis goianos, entre eles, o do Grande Retiro. Na ocasião, o procurador da República Marcello Wolff foi pessoalmente à prefeitura e entregou as recomendações a Íris Rezende.

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