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segunda-feira, 8 de abril de 2019

Kajuru concede entrevista à revista Veja e “fuzila” Gilmar Mendes e “metralha” João Doria

Senador afirma que o ministro do STF “se acha acima do bem e do mal” e sugere que o governador de SP ganhou dinheiro vendendo entrevistas

Políticos costumam falar mal nos bastidores e elogiar publicamente. Quando falam mal, cobram “off”. Quando falam bem, exigem “on”. O senador Jorge Kajuru, do PSB, é oposto de todos: só fala em “on”. Não fala em “off”. Mais: jamais desmente o que disse e não tergiversa. Pode ser considerado radical, e até exagerado, mas o jornalista e político é assim. Entrevistado pelo repórter Eduardo Gonçalves, da revista “Veja”, volta a bater duro nos sparrings de sempre — como Gilmar Mendes, ministro do Supremo Tribunal Federal, e, agora, João Doria, governador de São Paulo.

Defensor da CPI da Lava-Toga, que pretende investigar desvios do Poder Judiciário, Kajuru está sendo processado por Gilmar Mendes. “Para mim, é um atestado de idoneidade.” Ele vai pôr a representação num quadro e vai colocá-lo no seu gabinete. Os senadores vão votar o parecer da Comissão de Constituição e Justiça sobre a CPI da Lava-Toga. O senador acredita que vão pedir o arquivamento da CPI. “Os senadores vão ter de mostrar a cara, porque a votação é aberta. Eu achava que só Deus não podia ser investigado neste mundo. Mas o Gilmar Mendes também se acha acima do bem e do mal.” O Jornal Opção pergunta para um ateu: “Deus pode ser investigado?” Sua resposta: “Deus é uma ficção criada pelos homens. Uma ficção que se tornou história e, portanto, um ser de vida real, ainda que etérea. Portanto, pode ser investigado e, até, denunciado”.

O senador Flávio Bolsonaro, ao ser visitado por Kajuru, que queria saber sua opinião sobre a CPI da Lava-Toga, perguntou: “Kajuru, você quer criar uma crise?” O líder do PSB acrescenta que “outro senador me disse que não apoia a CPI porque recebe Gilmar Mendes toda semana para jantar. Até me convidou, mas respondi: ‘Pássaros e porcos não se sentem à mesma mesa. Se eu visse Gilmar, sairia voando’”. Pode alguém ser processado por metáforas? É provável.

Inquirido se há provas que confirmem que Gilmar Mendes “vendeu” sentenças, Kajuru replica: “É preciso ter prova para falar mal de Paulo Maluf, de Sérgio Cabral? Gilmar Mendes é um anti-herói nacional. Se Nelson Rodrigues estivesse vivo, mudaria a sua frase monumental: ‘Toda unanimidade é burra, exceto o que se pensa no Brasil sobre Gilmar Mendes’”.

Depois da fuzilaria para cima de Gilmar Mendes, Kajuru desvia o foco para João Doria. O governador de São Paulo “é a escória da escória”. O senador dispara a metralhadora, acompanhada de balaços de fuzil: “Trabalhei com ele na RedeTV!. Você acha que aqueles entrevistados dele eram gratuitos? Nada mais a falar. Doria é metido a intelectual, mas é vazio e inculto. É chumbrega — que não é o mesmo que brega: no dicionário ‘Michaelis’, significa desprezível. Mais um processo contra mim”.

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