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quinta-feira, 4 de abril de 2019

Detidos empresário e servidores da Saneago na 3ª fase da Operação Decantação

Apesar de terem sido indiciados na primeira fase, engenheiro e responsável por pregão continuavam em cargos comissionados na empresa

Por Áulus Rincon/JN e Mai Goiás
Três mandados de prisão temporária e 15 de busca e apreensão foram decretados pela Justiça nesta quinta-feira (4), na terceira etapa da Operação Decantação, que apura irregularidades na Saneago. Dois dos presos localizados agora pela manhã já haviam sido indiciados na primeira etapa da operação e ainda assim mantinham cargos comissionados, e até de chefia, dentro da empresa.
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Os mandados de prisão foram expedidos contra o pregoeiro Elvis Presley Mendanha, o engenheiro José Vicente da Silva Júnior e o empresário Eduardo Henrique de Deus. Elvis e José Vicente, que já haviam sido indiciados na primeira etapa da operação, foram presos, mas Eduardo Henrique, que segundo informações estaria viajando para São Paulo, não havia sido localizado até o final da manhã.

Nesta etapa, a Polícia Federal investiga quatro empresas, que teriam executado 61 obras, entre 2012 e 2018. “O que nós descobrimos é que estas empresas, todas de fachada, disputavam entre elas, sem licitação, ou por meio de carta convite, a execução das obras, sendo que a suspeita é que pelo menos um dos investigados hoje seria sócio oculto, em pelo menos uma destas empresas”, relatou o chefe da Delegacia de Combate ao Crime Organizado da Polícia Federal, delegado Charles Gonçalves Lemes.

O delegado disse já ter provas de que em uma obra da Saneago, realizada em Inhumas, ao preço de R$ 1,5 milhão, a empresa executora pagou R$ 20 mil de propina para um, ou dois, dos agora investigados. “O que chamou nossa atenção, também, foi o fato do engenheiro que já havia sido investigado na primeira fase ser hoje o diretor da Saneago em São Luiz de Montes Belos. O pregoeiro, que havia sido preso naquela ocasião, continua com a mesma função dentro da empresa”, pontuou Charles Lemes.

O delegado afirmou ainda que é impossível calcular os prejuízos provocados ao Estado, já que em somente uma das transações, a propina paga foi de R$ 3 milhões. Ele também se mostrou surpreso com o fato de algumas das empresas que já haviam sido indiciadas na primeira etapa da operação continuarem atuando, segundo ele, “como se nada tivesse acontecido”.

Conforme consta no Diário Oficial, o pregoeiro Elvis Presley foi mantido no cargo através de um decreto assinado pelo Governador Ronaldo Caiado no último dia 27 de fevereiro. Por meio de nota, a Saneago disse que “tem priorizado a implantação das melhores práticas de governança e compliance para garantir a lisura em todos os processos da Companhia, incluindo a realização de auditoria especial em um conjunto de processos relacionados ao período investigado, ação que se estenderá a todo e qualquer procedimento que aponte indícios de irregularidade”. A empresa informou ainda que colabora com as investigações da Polícia Federal.

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