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sábado, 16 de março de 2019

Diretores pedem apoio para efetivação da UFJ



Em reunião realizada no último dia 14 de março, no gabinete da presidência da Câmara Municipal de Jataí, o diretor da Universidade Federal de Jataí (UFJ), que oficialmente ainda responde pela Regional Jataí da UFG, Alessandro Martins, pediu o apoio dos vereadores para que a nova instituição seja efetivamente implantada no município. Até hoje o governo federal não nomeou um reitor temporário para a UFJ, o que impede a emancipação do câmpus. Para piorar, o atual governo extinguiu 49 cargos, o que inviabilizaria o funcionamento da instituição.

Participaram da reunião os vereadores Mauro Bento Filho (presidente), João Rosa, Kátia Carvalho, Gildenicio Santos, Major Davi Pires e Marcos Antônio, os professores Alessandro Martins e Danival Vieira de Freitas (assessor de Gestão e Planejamento da Regional de Jataí da UFG) e os assessores parlamentares Paulo Sérgio dos Santos (vereador Major Davi Pires), Gilson Pinto (vereador Adilson Carvalho), José Miguel do Carmo Neto (vereador Carvalhinho), Victor André Lima Barros (vereadora Kátia Carvalho) e Guilherme Moraes de Freitas (vereadora Maria Aparecida - “Cida”).

O presidente da Câmara, Mauro Bento Filho, abriu a reunião informando que o professor Alessandro Martins havia externado a ele sua preocupação a respeito da emancipação da Universidade Federal de Jataí (UFJ), especialmente em relação à questão financeira. O parlamentar afirmou que, tratando-se de uma instituição federal, os vereadores, enquanto agentes políticos, possuem suas relações em Brasília e devem abraçar a causa da universidade.

O diretor Alessandro Martins declarou que o que lhe trazia à Câmara era um projeto muito importante para o município. “No ano passado comemoramos a criação da UFJ. Há 40 anos começaram os estudos para a criação do câmpus da UFG em Jataí. Em muitos lugares a universidade não se fixou, mas fixou-se aqui. Depois de muita luta de todos os setores da sociedade, conseguimos realizar o sonho de uma universidade federal com o nome de Jataí”.

“São quatro anos de uma gestão muito complexa, que passou por três presidentes da República”, lembrou Martins. “Devido à nossa universidade, o nome de Jataí é conhecido no mundo inteiro em consequência de sua produção acadêmica”. Ele informou ainda que no dia 20 de março de 2019 será completado um ano da criação da UFJ e, desde então, aconteceu apenas um fato relativo à emancipação do câmpus: a assinatura de convênio, em dezembro de 2018, pelo qual a UFG tornou-se a tutora da UFJ, o que, na prática, mantém a mesma situação de antes, pois o reitor da matriz continua no comando da unidade regional. “Só teremos autonomia quando tivermos um reitor, que responda pelos nossos atos, e quando tivermos nosso próprio CNPJ”, disse Martins. “Pela lei, teremos 180 dias para estabelecer o estatuto, a partir das nomeação da reitoria pro-tempore, mas a lei não estipula um prazo para a instalação dessa reitoria”.

Alessandro Martins destacou que tem participado de reuniões em Brasília, onde foi informado que, devido ao artigo 11 da lei 13.365 (que criou as universidades de Jataí e Catalão), não foram criados os cargos necessários para a efetivação das instituições durante o ano de 2018, motivo pelo qual o atual governo, empossado em 1º de janeiro de 2019, também não o fez. Entre esses cargos, encontra-se o de reitor. “Em conversas na capital federal, fui informado que o ministro da Economia, se quiser, poderá criar os cargos, mas corre-se o risco de sermos obrigados a aguardar pela confecção de um novo projeto de lei (para criação da UFJ), o que nos levaria a começar tudo de novo”, lamentou o diretor da regional jataiense.

Uma complicação a mais surgiu no dia 12 de março de 2019, com a publicação do decreto 9.725 pela atual administração federal, que extingue 49 cargos criados pela lei que instituiu a Universidade Federal de Jataí. Segundo Martins, outros cargos poderão ser extintos até o mês de junho deste ano, o que, segundo ele, inviabilizaria o funcionamento da instituição. “Estamos perdendo a oportunidade de ter em Jataí uma entidade com sede no município, que no ano passado gastou mais R$ 3 milhões localmente, e que tem um orçamento anual de R$ 19 milhões”, alertou. “O município só está perdendo com esse atraso”.

Mauro Filho salientou que Jataí não conta mais com um representante no Congresso Nacional. “Mas precisamos somar forças”, disse ele. “Não vamos esmorecer; todos nós apoiamos deputados de outras cidades, por isso temos de mobilizar aqueles que foram eleitos e os políticos de cidades vizinhas, pois a UFJ atenderá toda a região, todo o Estado e o Brasil inteiro”.

O professor Danival de Freitas destacou a contribuição da Regional da UFG para a economia local. “Entre R$ 60 milhões e R$ 70 milhões foram investidos em Jataí, mas de 25 mil pessoas são atendidas por projetos de extensão, especialmente na área de saúde. Em pesquisa, recebemos mais de R$ 2 milhões por ano da Finep (Financiadora de Inovação e Pesquisa, órgão do governo federal) e contribuímos para o município com arrecadação e economia do conhecimento”, declarou.

Ao final da reunião, Danival de Freitas fez uma explanação sobre a criação e a importância do Parque Científico e Tecnológico de Jataí (Jataitec),que também precisa de apoio político. A iniciativa já foi aprovada por todas as instâncias, inclusive pela Finep, mas a cidade ainda corre o risco de perder o órgão por falta de vontade política do Estado e da União e devido ao lobby de outros municípios, como Rio Verde. O Parque Científico e Tecnológico de Jataí estará localizado no câmpus da Regional de Jataí, com uma área destinada de 200 mil m², com potencial de edificação de 60 mil m². No espaço estáprevista a construção de três Centros de Desenvolvimento e Inovação que deverão atender atividades de agronegócios, ciências da saúde, tecnologias ambientais e tecnologia da informação. Além dessa estrutura, está prevista a instalação de um condomínio de empresas e do Parque da Diversidade, um espaço de proteção ambiental de 25 mil m². “Cidades do interior de Minas Gerais, como Itajubá e Santa Rita do Sapucaí, obtiveram incremento gigantesco de arrecadação depois da inauguração de seus parques científicos e tecnológicos”, informou o professor, que visitou essas cidades.

Crédito das fotos: Vânia Santana/CMJ

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