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quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019

Sindicato se revolta contra Governo Caiado

Sindipúblico se revolta com anúncio de que fevereiro não será pago dentro do mês para todos

Por Elisama Ximenes 
Na tarde de segunda, 25, o governador Ronaldo Caiado (DEM) anunciou pagamento da folha para parte dos servidores, outros 19% receberão no início de março

“Governador, honre seus compromissos”, assim inicia a nota divulgada pelo presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público de Goiás (Sindipúblico), Nylo Sérgio. No texto, ele evidencia revolta das categorias com anúncio de Ronaldo Caiado (DEM) de que irá pagar fevereiro apenas para parte dos servidores dentro do mês.

“A opinião pública goiana, por intermédio de fontes oficiais, sabe perfeitamente que a atual gestão se comprometeu a efetuar o pagamento da folha salarial do funcionalismo público dentro do mês trabalhado. Inclusive, esse dispositivo serviu, até mesmo, de pretexto para justificar a não quitação da folha de dezembro”, escreveu.

Na segunda-feira, 25, no entanto, por meio das redes sociais, Caiado disse que equipe havia depositado o salário dos servidores ativos da Educação, que recebem até R$ 5,4 mil líquidos e ativos e inativos da Segurança Pública na mesma faixa salarial. No dia 28, o Governo deve quitar os salários dos demais servidores ativos e inativos que recebem até R$ 5,4 mil líquidos, o que corresponderá a 81% da folha do Executivo, aproximadamente 135 mil servidores.

“Além de essa notícia nos deixar estarrecidos, é necessário sublinhar que isso agrava ainda mais a situação dos servidores do Executivo, que já estão sendo penalizados com a folha de dezembro em aberto”, protestou. Os outros 19% dos funcionários públicos do Estado, ligados ao Executivo e demais poderes, somente irão receber no início de março.

“[Isso] deixa a categoria numa corda bamba, à mercê das incertezas e das apreensões provocadas pela inexistência de um cronograma minimamente confiável de pagamento. Diante disso, só nos resta exigir que sejamos tratados com respeito e que possamos voltar a planejar os nossos orçamentos”, reivindica o presidente.

Em sua visão, os trabalhadores ligados ao Estado estão “sendo empurrados para a inadimplência, compelidos a faltar com os credores”. “Em face dessa situação, desejamos que o governador honre com os seus compromissos para com os servidores de Goiás, consoante com as promessas que fez durante a sua campanha eleitoral”, finaliza.

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