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quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019

Agentes da Guarda Civil Metropolitana entram em greve, em Aparecida de Goiânia

Sindicato afirma que 70% da categoria participa do movimento. 
A prefeitura, no entanto, informou que apenas 20% dos servidores estão em greve

Agentes da Guarda Civil Municipal de Aparecida de Goiânia (GCM-AP) estão em greve desde o último sábado (23). A reivindicação, segundo o presidente do Sindicato das Guardas Civis do Estado de Goiás (Sindguarda), Ronaldo Ferreira, são melhorias nas condições de trabalho e o aumento salarial para a categoria. De acordo com ele, 70% do contingente aderiu ao movimento. Prefeitura afirma que apenas 20% dos servidores estão em greve.

Para o diretor de comunicação do sindicato, Jackson Dionísio, os Equipamentos de Proteção Individual (EPI) são escassos. Além disso, o pouco material disponibilizado, conforme ele, está danificado. “Nosso armamento é composto apenas de revólveres disponibilizados pela Polícia Militar do Distrito Federal. As viaturas não são suficientes para o nosso serviço”, disse. De acordo com ele, somente 4 veículos de 19 disponíveis estariam em condição de uso.

Ainda segundo ele, o salário é baixo e as condições de trabalho são precárias. “Eles prometem e não cumprem. Tem servidor comprando o próprio colete balístico para melhorar a segurança. Não temos proteção, corremos risco de vida o tempo todo” criticou.

Um sindicalista que preferiu não se identificar afirmou ao Mais Goiás que a categoria cobra melhorias desde janeiro de 2017. “Nossa reivindicação não é de agora. Há tempos sofremos com a falta de investimentos à GCM. Queremos melhores condições de trabalho. Isso é um direito nosso”, disse.

PREFEITURA
Por meio de nota,  a Prefeitura de Aparecida afirmou que uma reunião entre a secretaria de Mobilidade e Defesa Social de Aparecida de Goiânia, Procuradoria Geral do Município e representantes da GCM foi realizada na última segunda-feira. Na ocasião, a administração se comprometeu a atender todas as reivindicações dos agentes, como aumento de 30% para 100% do pagamento do risco de vida, além da implementação do plano de carreira da categoria. A gratificação, porém, não seria incorporada ao salário base, pois, segundo a Procuradoria, a legislação não permite. De acordo com o texto, as horas extras também serão encerradas e incorporadas no salário.

A proposta, no entanto, foi negada pela categoria. A administração aguarda agora a apresentação de contraproposta por parte do Sindicato das Guardas Civis do Estado de Goiás (Sindguarda), em nova reunião prevista para a tarde desta quarta-feira (27). Ainda conforme informações da prefeitura, apenas uma minoria continua insatisfeita e a proteção dos órgãos e praças públicas não está prejudicada já que a paralisação conta apenas com 20% do contingente.

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