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segunda-feira, 28 de janeiro de 2019

Sem receber mais de 80% do convênio do Goiás na Frente, Jataí enfrenta dificuldades

Prefeito relata que a prefeitura ficou com dívida de quase R$ 3,5 milhões com fornecedores e empreiteiras

Por Elisama Ximenes
O prefeito de Jataí, Vinicius Luz (PSDB), disse ao Jornal Opção que do contrato do Goiás na Frente, que previa um repasse de R$ 7,7 milhões de reais, apenas 17,40% desse valor foi entregue pelo Governo do Estado. Com isso, a prefeitura da cidade terá que fazer sacrifícios, o que inclui deixar de investir em ações que já estavam previstas.

“Ficou muito complicado. No meu caso, executei mais ou menos R$ 4,8 milhões em obras, já até prestei contas, mas só recebi R$ 1,34 milhões”, conta Vinicius. Segundo ele, os outros quase R$ 3,5 milhões são, agora, dívida com fornecedores e empreiteiras.

O programa Goiás na Frente foi criado nos governos dos peessedebistas Marconi Perillo e José Eliton, que previam um auxílio às prefeituras para investirem em obras nas respectivas cidades. Jataí foi uma das beneficiadas, no entanto, findo o mandato, mais de 80% do repasse previsto não foi recebido.

Conforme conta o prefeito, ele tem brigado e buscado maneiras de pagar as dívidas que restaram, mas se encontra em uma situação difícil. “Vou ter que sacrificar várias áreas, vamos ter que deixar de fazer algum investimento e ainda estamos estudando qual será, mas com certeza deixaremos de avançar no recapeamento das vias”, afirma.

Vinicius também relata que o atual vice-governador, Lincoln Tejota (Pros), esteve em Jataí recentemente e foi informado de como estavam as coisas. Tejota disse, então, que o secretário de Governo, Ernersto Roller (MDB), estaria estudando onde o programa parou e faria um balanço. O vice ainda teria informado que o Estado só repassou 30% do que era previsto.

Outros convênios

Na saúde, o jataiense reclama que também deixou de receber R$ 7 milhões de reais, o que acarretará em outro rombo que ele ainda não sabe como vai resolver. Além disso, havia a previsão de construção, via convênio, de um Centro de Atendimento Socioeducativo (Case).

Segundo o prefeito, esse contrato era de R$ 3,6 milhões e o Estado entraria com R$ 2 milhões. No entanto, apenas R$ 200 mil foram repassados. “Graças a Deus eu ainda não havia dado a ordem de serviço, apenas licitei, agora vou ter que ver com o atual governo se será possível retomar, caso contrário, terei que devolver o que foi recebido”, pontua.

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