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terça-feira, 22 de janeiro de 2019

Professores goianos em movimento de greve

Sem receber dezembro, professores decidem não dar aula no início do ano letivo
"Servidores da Educação deflagram greve de advertência neste 22 e 23, terça e quarta-feira." Por Maria Euzébia de Lima, a Bia.

Por Elisama Ximenes/Opção-JN
Professores da rede estadual de Ensino, em movimento independente do Sindicato dos Trabalhadores da Educação do Estado de Goiás (Sintego), programam ações que inclui paralisação em algumas unidades nesta segunda, 21. Manifestação ocorrerá de maneira localizada na Capital e no interior, sem articulação unificada.

Em nota, os servidores da Educação pedem compreensão da comunidade escolar diante do atraso do salário de dezembro, que o governo se propõe a pagar de maneira escalonada a partir de março. “Não é intenção desse grupo atrapalhar o ano letivo, nem o trabalho do Governo do Estado de Goiás, bem como de sua secretária de Educação, Fátima Gavioli, pelo contrário é de colaborar para o desenvolvimento da Educação, e colocar nosso Estado no mais alto nível da Educação Pública”, escrevem.

“Porém, precisamos ser ouvidos e respeitados, primeiramente necessitamos de nossos pagamentos, pois nossas necessidades básicas são supridas com o mesmo” completam. Os educadores ainda reafirmam que precisam da folha de dezembro, porque “é o combustível para muitos servidores, principalmente os contratos, que o utilizam para iniciar o ano, já que seus proventos são menores, e suas dificuldades são maiores”.

A categoria também se posicionou contra o fechamento de escolas e turnos da rede, em reordenamento iniciado pela Secretaria de Educação. “Não é a melhor forma de economizar, entendemos que o Estado possa fazer tais economias em alguns excessos dentro do alto-escalão, por exemplo, nos Gabinetes de Deputados, diminuindo os funcionários”, reivindicam.

“Não é nossa intenção prejudicar a formação dos alunos, pelo contrário estamos lutando por uma educação de qualidade, e para tanto necessitamos de valorização de nossos trabalhos e investimento em infraestrutura”, finalizam.

Manifestações

Para este dia 21, algumas escolas estão com protestos marcados, mobilizações e, em alguns casos, prevê-se paralisação, devido à falta de condições dos trabalhadores iniciarem o ano letivo.

Uma instituição de Luziânia já conta com a não ida dos professores. Outra em São Luiz do Norte alugou carro de som para a porta do colégio, em tentativa de dialogar com os pais. A mesma tentativa de conversa deve ocorrer em outras escolas a partir das 9h30.

“Não é geral, os professores estão fazendo as ações de forma livre”, esclarece a Mobilização dos Professores do Estado de Goiás (MPG). Para chamar uma paralisação geral, a categoria vai aguardar a assembleia marcada para a tarde de segunda, 21.

   

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