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quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

Polícia Federal faz operação para combater fraudes no comércio de veículos em Goiás e no DF

Divulgação
Segundo corporação, grupo é suspeito de ocultar patrimônio registrando carros e motos em nome de laranjas lavando dinheiro por meio da venda de usados. 
São cumpridos 31 mandados de busca e apreensão.

Por Murillo Velasco, G1 GO
A Polícia Federal realiza, nesta quinta-feira (17), uma operação para combater fraudes no comércio de veículos em Goiás e no Distrito Federal. Segundo a corporação, um grupo é investigado sob a suspeita de ocultar patrimônio, registrando carros e motos em nome de laranjas, lavando dinheiro por meio da venda de usados.

A Operação, chamada de “Cosplay”, foi deflagrada na madrugada desta quinta-feira. Cerca de 120 policiais cumprem 31 mandados de busca e apreensão em Águas Lindas de Goiás, Valparaíso de Goiás, Brasília, e em cidades satélites da capital federal, como Brazlândia, Ceilândia, Guará, Paranoá, Recanto das Emas, Riacho Fundo I, Samambaia, Sobradinho e Taguatinga.

Além das buscas, são cumpridas duas medidas cautelares de sequestros de veículos e bloqueio administrativo junto ao Departamento Estadual de Trânsito (Detran).

O nome “Cosplay”, segundo a Polícia Federal, foi escolhido para se fazer alusão ao termo em língua inglesa que significa a representação de personagem com a utilização do vestuário. A comparação faz referência ao uso de laranjas para ocultar as verdadeiras identidades dos suspeitos.

Esquema
A Polícia Federal também quebrou o sigilo bancário e fiscal dos investigados e, durante as investigações, constatou-se a movimentação bancárias em nome de laranjas que, segundo a corporação, cediam seus nomes mediante pagamento, para que fossem utilizados em atividades empresariais fraudulentas.

Conforme as investigações, o principal suspeito foi preso em 2017, suspeito de receptação de uma carga de 72 aparelhos de televisão roubados. Segundo a PF, ficou evidente que ele teria envolvimento com o uso de nomes de laranjas para movimentar contas bancárias destes terceiros e, ao mesmo tempo, gerir empresas de fachada.

Os envolvidos podem responder pelos crimes de falsidade ideológica e de lavagem dinheiro. Se condenados, podem chegar a até 10 anos presos.

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