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quarta-feira, 30 de janeiro de 2019

Enem 2018: jovens que escreveram redações nota mil no DF são aprovadas em medicina

Natália Patrício conseguiu o sétimo lugar na ESCS; Iohana Freitas estudará na FURG, no Rio Grande do Sul.

Por Letícia Carvalho, G1 DF
As brasilienses Natália Patrício e Iohana Freitas, que receberam nota mil na redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2018, alcançaram outro feito nesta semana: a aprovação em cursos de medicina.

Sétima colocada na Escola Superior de Ciências da Saúde (ESCS/Fepecs), Natália estava desde 2016 tentando uma vaga na unidade de ensino. Agora, com o nome entre os mais bem colocados da instituição, a moradora do Gama diz estar aliviada.

"Nossa, estou em êxtase até agora! Melhor sensação da vida. Estou muito aliviada"
Com apenas 18 anos, Iohana Freitas teve de fazer as malas após checar o resultado da primeira chamada do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) – divulgado na segunda-feira (28). A jovem conseguiu aprovação na Universidade Federal do Rio Grande (FURG), no Rio Grande do Sul.

Nesta quarta-feira (30), ela deixará o Riacho Fundo I – região administrativa do DF – para fazer a matrícula na instituição gaúcha. “Sou a primeira pessoa da minha família a cursar medicina. É muita felicidade”, disse a estudante.

Ao G1, Iohana lembrou da importância da nota mil em redação para a disputa pelo curso. “O resultado aumentou bastante a minha nota. Posso dizer que todos os textos preparatórios que fiz foram fundamentais. Faria tudo de novo se precisasse.”

As duas tiveram aulas com a professora Sharlene Leite, que há 15 anos ministra cursos de redação no Distrito Federal. A educadora é conhecida por levar para dentro da sala de aula diversos recursos – de músicas do quarteto de rap Racionais MC’s a palestras de cineastas e juristas.

A professora Sharlene Leite ao lado das estudantes do DF nota mil na redação do Enem 2018: Iohana Freitas e Natália Patrício — Foto: Letícia Carvalho/G1 

Mestre das redações
Em 2017, as turmas orientadas por Sharlene bateram na trave – 48 vezes. Segundo ela, esse foi o número de alunos que tiraram 980 na prova de redação.

"Ver o resultado das meninas foi muito emocionante, porque da última vez fiquei ali no quase. É a realização de um trabalho", disse a professora.

Dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) mostram que, ao todo, 122.423 redações foram corrigidas nesta edição regular. Destas, apenas três em todo o DF tiveram nota máxima.

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