Radio Line e Rádio Ideias apresentam, Frequência de Classe 54

Projeto Sonho de Natal 2018




quarta-feira, 14 de novembro de 2018

Bolsonaro nega indicação de Temer para Embaixada em Roma

Presidente eleito diz que não discutiu o assunto. 
Como embaixador em Roma, Temer sairia dos holofotes e manteria o foro privilegiado

COLUNA DO FRAGA
Mariana Londres, de Brasília

O presidente eleito Jair Bolsonaro negou, ao site O Antagonista, que esteja discutindo a designação do presidente Michel Temer para ser o embaixador do Brasil na Embaixada de Roma a partir de 2019. A indicação, que vem sendo discutida nos bastidores, resolveria dois problemas de Temer: o tiraria dos holofotes brasileiros e o manteria sob foro privilegiado. 

Uma possível embaixada para Temer já é assunto dos círculos de conversa em Brasília desde maio desse ano, quando a Coluna publicou fotos da Embaixada de Roma, que, segundo os boatos, seria novo endereço de Temer em 2019. 

Temer responde a quatro quatro inquéritos que tramitam no STF (Supremo Tribunal Federal. Em dois deles já foi denunciado, mas os processos foram paralisados por decisão dos deputados (votações da primeira e segunda denúncias). 

Ao entregar a faixa a Bolsonaro e se não tiver cargo com prerrogativa de função, Temer irá para a primeira instância e pode acabar como outro ex-presidente: Lula, preso desde abril em Curitiba em funçã do tríplex do Guarujá. 

Os rumores de que Temer poderia ocupar a Embaixada em Roma também decorre da dança de cadeiras dentro da diplomacia brasileira no exterior. A Embaixada de Roma é uma das poucas entre as de maior prestígio que não teve troca recente no comando. Antônio Patriota, que foi o chanceler brasileiro no governo Dilma, ocupa o posto desde 2016 e deve ser em breve substituído. 

Alvo de quatro processos na Justiça, o presidente Temer terá que responder a todos eles na primeira instância caso não seja reeleito nas Eleições de outubro. A única forma de manter o foro seria uma nomeação como embaixador brasileiro no exterior, que, pela Constituição, também têm foro privilegiado. Outra saída seria ser nomeado ministro de um novo governo, como tentou Lula, correndo o risco de ter a nomeação barrada pelo Justiça. 

Com baixa popularidade, e sem confirmar se é pré-candidato à reeleição, a alternativa de uma embaixada para Temer vem sendo negociada entre os aliados. Em troca de apoio do presidente nas Eleições, que ampliaria muito o tempo de tevê, o aliado se comprometeria a, caso eleito, nomeá-lo a um posto. 
As trocas nas embaixadas durante o governo Temer indicam qual seria o provável destino do presidente: Roma, Lisboa e Paris ainda mantém embaixadores indicados pelo PT. Estariam à espera de alterações após as Eleições e podem, portanto, fazer parte de um acordo nesse sentido.  

A Embaixada do Brasil em Roma é ocupada desde 2016 pelo ex-chanceler de Dilma Rousseff, o diplomata de carreira Antônio Patriota. Fica em um palácio comprado pelo governo brasileiro na belíssima Piazza Navona, no centro da capital italiana. Caso Temer seja nomeado, esta não seria a primeira vez que um ex-presidente da República parte para a carreira diplomática. Ao deixar o cargo, Itamar Franco foi nomeado pelo sucessor Fernando Henrique Cardoso embaixador do Brasil em Lisboa, furando a longa fila que os diplomatas de carreira enfrentam. Conheça, nas próximas fotos, o Palazzo Pamphilj, um dos possíveis endereços de Temer em 2019

Foto: Mariana Londres/R7
Postar um comentário