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segunda-feira, 8 de outubro de 2018

Qual cenário Caiado encontrará ao assumir governo de Goiás em janeiro

Com eleição definida no Estado no primeiro turno, senador do DEM deve iniciar articulações para aumentar base de apoio até a posse, no 1º dia de 2019

Por Augusto Diniz/Opção
O senador Ronaldo Caiado (DEM), eleito governador no primeiro turno na votação de domingo (7/10), tem muitos motivos para comemorar o resultado da apuração das urnas em Goiás. De início, o democrata tem 1.773.185 motivos para agradecer. A vitória, com 59,73% dos votos válidos, evidenciou que a maioria do eleitorado goiano comprou o discurso da mudança, da ética e da honestidade apresentados por Caiado nos 45 dias de campanha.

A sintonia com a maior parcela dos goianos foi tão grande, e o momento tão favorável, que o governador eleito recebeu mais de meio milhão de votos acima da soma de todos os votos dos seus seis adversários nas urnas. Com 1.195.548 votos, o deputado federal Daniel Vilela (MDB), o governador José Eliton (PSDB), a professora Kátia Maria (PT), o professor Weslei Garcia (PSOL), Marcelo Lira (PCB) e Alda Lúcia (PCO) ainda precisariam de outros 577.637 eleitores para empatar com a votação total de Caiado.

Nos votos válidos, o democrata conseguiu superar em 18,45 pontos percentuais todos seus concorrentes somados. Apesar do momento de festa para Caiado por ter alcançado o objetivo, que ficou distante em 1994, e por realizar o sonho de se tornar governador de Goiás no dia 1º de janeiro de 2019, é hora de, baixada a poeira, prestar atenção no cenário formado nas bancadas de senadores, deputados federais e estaduais em solo goiano.

Comecemos pela formação que teremos nas três cadeiras do Senador reservadas a Goiás. Com as derrotas da senadora Lúcia Vânia (PSB), que tentava a reeleição e do senador Wilder Morais (DEM), na mesma situação que a pessebista, teremos dois novos parlamentares no Congresso. Um deles é da chapa de Caiado: o vereador Jorge Kajuru (PRP). Na primeira escolha do eleitorado para as duas vagas do Senado em jogo no domingo, o democrata já ganhou um apoio ao seu governo a partir de fevereiro de 2019 – sim, os congressistas assumem o mandato a partir do segundo mês do ano a cada legislatura.

A outra vaga ficou com Vanderlan Cardoso (PP), ex-prefeito de Senador Canedo. Mesmo sendo adversário daqueles que estavam aliados a Caiado, o pepista, que se aliou a Daniel na corrida estadual, não tende a ser um problema para o governador eleito. Assim que assumir, Vanderlan deve aderir, ao menos de forma institucional, às pautas favoráveis ao governo caiadista e ao povo goiano. O próprio presidente do PP, ministro Alexandre Baldy (Cidades), não tem dificuldade ou barreiras ideológicas ou pragmáticas com qualquer governante, seja como integrante do governo federal ou líder de seu partido em Goiás.

A terceira vaga, que é de Ronaldo Caiado e não estava em disputa nesta eleição, passa a ser ocupada por seu primeiro suplente, o emedebista Luiz Carlos do Carmo. Irmão do bispo Oídes José do Carmo, da Assembleia de Deus Campo de Campinas, que apoiou o democrata na eleição para governador, Luiz Carlos seguirá a cartilha ditada pela nova situação no Palácio Pedro Ludovico Teixeira.
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