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quinta-feira, 25 de outubro de 2018

Em Goiás, caminhoneiros ameaçam bloquear estrada para exigir mínimo do frete

Categoria pede mais rigidez da fiscalização da ANTT

Por Elisama Ximenes/Opção
Caminhoneiros em Goiás estão se mobilizando para bloquear as estradas do estado na próxima segunda-feira (29/10). A categoria questiona o descumprimento da tabela do piso mínimo do frete e apontam falta de fiscalização da medida pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). A intenção deles é fazer uma fiscalização informal no dia da mobilização. A informação é do jornal Estado de São Paulo.

Ação será feita por meio de um bloqueio, que deve atingir as cargas que vem do sul do país e passam por São Paulo. Uma das lideranças da categoria, Wallace Landim, o Chorão, disse que além das pistas, as entradas das fábricas também serão bloqueadas. De acordo com ele, só poderão passar caminhões que estiverem carregados dentro do piso mínimo.

Em Santa Cantarina, a categoria se reúne para decidir se vai ou não aderir ao movimento. Apesar de afetar cargas que passam por São Paulo, o estado não deve ser atingido, conforme explica o presidente do Sindicato dos Transportadores Autônomos de Bens (Sindicam) de São Paulo, Norival de Almeida Silva, o Preto.

O presidente do Sindicato dos Transportadores Autônomos de Carga (Sinditac) de Ijuí (RS), Carlos Alberto Litti Dahmer, no entanto, questiona a efetividade do método escolhido pela mobilização goiana.

A queixa dos caminhoneiros é que as transportadoras estão pagando frete abaixo do piso mínimo estabelecido nas tabelas da ANTT. Segundo eles, o caminhoneiro que não aceita levar deixa de ser contratado. Por isso, eles pedem uma ação mais incisiva da agência fiscalizadora.

Como justificativa, a agência argumenta que a tabela completa ainda não está pronta e caminhoneiros questionam a demora. A ANTT ainda explica que tem trabalhado da maneira mais rápida possível, mas tem que respeitar prazos e ritos jurídicos das normas que está elaborando.

As propostas para elaboração das penalidades em caso de descumprimento da tabela devem ser apresentadas até o dia 9 de novembro. Por isso, a categoria agenda paralisação para o dia 10. Entretanto, a atividade no dia após o término do prazo divide a categoria, porque alguns, como o líder sindical de São Paulo, quer esperar a definição do próximo presidente do Brasil para poder dialogar com ele antes de tomar uma decisão.
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