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quinta-feira, 2 de agosto de 2018

Mulher que matou filha e escondeu corpo é condenada a 18 anos de prisão

Professora Márcia Zaccarelli foi julgada por manter o corpo da recém-nascida escondido por cinco anos

Por Matheus Monteiro
A professora Márcia Zaccarelli foi condenada nesta quarta-feira (1º/8) por um júri popular a 18 anos e 8 meses de prisão, em regime fechado, na Penitenciária Odenir Guimarães, antigo Cepaigo. O julgamento foi presidido pelo juiz da 3ª Vara dos Crimes Dolosos Contra a Vida e Tribunal do Júri da comarca de Goiânia, Jesseir Coelho de Alcântara. Cabe recurso da decisão.

A mulher foi considerada culpada pela morte da filha recém-nascida e absolvida a acusação de esconder o corpo durante cinco anos em um escaninho no prédio em que morava, no setor Bueno.

Os jurados entenderam que a ré é culpada pelo crime, uma vez que agiu com frieza, de forma cruel tampou o nariz da própria filha recém-nascida causando-lhe a morte.

O interrogatório de Márcia durou cerca de uma hora e, em alguns momentos, ela chorou. Ela afirmou que a morte da bebê foi acidental e que a ideia de esconder o corpo foi do ex-companheiro, Glaudson de Souza Costa. Segundo ela, a recém-nascida morreu em seus braços enquanto ela a segurava contra o peito para que o marido não a tomasse de seu colo.

Relembre o caso

Conforme denúncia oferecida pelo Ministério Público do Estado de Goiás (MPGO), Márcia Zacarelli deu à luz uma menina no dia 15 de março de 2011, após ter escondido a gravidez de familiares e amigos. A criança seria fruto de um relacionamento extraconjugal. Como seu marido já havia feito vasectomia, não havia como dizer que a criança era dele.

No dia do nascimento da filha, Márcia, ao sentir as contrações, ligou para um amigo que a levou para o hospital. O amigo ainda pagou para que ela fizesse o parto. Ao receber alta no dia seguinte, ela tampou o nariz da recém-nascida, matando-a por asfixia. Em seguida, colocou o cadáver dentro de uma bolsa, e o levou para o apartamento onde morava.

Chegando no local, segundo a peça acusatória, Márcia envolveu o cadáver com pano e saco plástico, depois colocou dentro de uma caixa de papelão e o escondeu no escaninho de seu apartamento. Os restos mortais foram encontrados muitos anos depois, quando seu ex-marido voltou ao prédio para buscar alguns objetos e estranhou o odor de uma das caixas. (Com informações da Assessoria de Comunicação Social do TJGO)
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